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sábado, 29 de dezembro de 2012

Um dia - David Nicholls



Oláaa!!!
Desde que eu vi o filme fiquei com uma vontade enorme de ler o livro e venho escrever o que achei dele. 

Dex e Em se conheceram no dia que se formaram. Ela sempre teve uma queda por ele antes disso, mas por ele ser sempre tão popular, fazer parte de outro grupo, eles eram distantes. 
Nesse mesmo dia eles tem a primeira noite juntos. Na manhã seguinte eles ainda continuaram juntos, pois os dois queriam aproveitar o máximo, já que sabiam que talvez não se veriam mais e seguiriam rumos diferentes.
Apesar disso, construíram uma forte laço de amizade, que mesmo com a distância os dois se falavam e até se viam constantemente.
O livro mostra sempre a vida deles no dia 15 de julho, o dia em que se conheceram, narra um pouco da  vida deles  e o que aconteceu nesse período. Durante os anos que foram narrados  notei que nenhum deles conseguia alcançar os objetivos e metas que queriam quando jovens. Emma sempre quis escrever livros, porém tinha arrumado um emprego que odiava em um restaurante e anos após consegue um emprego de professora, mas ainda sim não era o que queria. E Dexter sempre parecia sem rumo e sem perspectiva. Tinha um emprego na televisão, onde obteve sucesso, entretanto, após os anos se tornou um apresentador odiado, que tinhas várias matérias em jornais, porém todas negativa , em que questionavam se ele não era o pior da televisão...

Durante o sucesso e também a frustação, Dexter se tornou um alcoólatra. Sempre estava bêbado, com isso foi perdendo amigos, momentos de sua vida, Emma e o emprego. Nesse perído Emma se afastou dele, porque não suportava sempre o encontrar bêbado. É quando ela diz ''Dexter, eu te amo muito. Muito, muito, e provavelmente sempre amarei. que eu não gosto mais de você.” . 


Mesmo assim no futuro a vida deles se encontra novamente e os dois se tornam não só amigos, mas constroem um relacionamento sério. Esse novo momento da vida deles continua sendo narrado no mesmo dia 15 de julho... 

Bem, o livro não é como esperava, achei cansativo para ler e a forma como autor escreveu não me agradou muito. 

Porém pode servir de ensinamento, mostrando que muitas vezes fazemos vários planos na vida e que nem sempre vamos conquista-lós no momento em que esperávamos ou talvez nem os alcancemos. Além de relatar devemos aproveitar melhor a vida e não somente passar  por ela. Para mim eles não souberem aproveitar muito a vida na juventude.Dexter também perdeu muito na vida devido suas escolhas. 

 "Preciso falar com alguém. Alguém não. Você!"
 ''O que quer que aconteça amanhã, tivemos o hoje. A não ser se nos encontrarmos no futuro. Não terá problemas. Seremos amigos."


'' Não importa o que acontecerá amanhã, sempre lembrarei de hoje."

Para quem se interessou pela história pode dar uma olhadinha também no filme.  Trailer:



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Metade - Oswaldo Montenegro

Olá!!
Hoje eu iria falar sobre o conto Orelhas com Limão, porém não achei  na net. 

Então de última hora, eu decidi postar aqui ''Metade '' de Oswaldo Montenegro.

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe

Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo

Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora

Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste

E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria

para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta

Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada

Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
Oswaldo Montenegro

Video com esse poema:





segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Pelo ralo - Heloísa Seixas

Os pratos estão empilhados de um dos lados da pia numa torre irregular, equilibrando-se uns sobre os outros, como os destroços de um prédio bombardeado ameaçando cair. Estão sujos. Muito sujos. Foram deixados ali já faz algum tempo, e os pedaços de detritos sobre eles se cristalizaram, tomando formas absurdas, surreais. Há grãos e lascas, restos de folhas amontoados. Copos e tigelas, também empilhados num desenho caótico, exibem a superfície maculada, cheia de nódoas, e o metal das panelas, chamuscado e sujo, lembra a fuselagem de um avião incendiado. Mas há mais do que isso. Há talheres por toda parte, lâminas, cabos, extremidades pontiagudas que surgem por entre os pratos, em sugestões inquietantes. E há ainda a cratera da pia, onde outros tantos pratos e travessas, igualmente sujos, estão quase submersos numa água escura, como se, num campo de batalha, a chuva tivesse caído sobre as cinzas. O cenário é desolador.
A mulher se aproxima, os olhos fixos na pia. Suas mãos movem-se em torno da cintura e caminham até as costas, levando as tiras do avental. E a mulher abre a torneira. Encostada à pia, espera, tocando a água de vez em quando com a ponta dos dedos. (...) A mulher começa a lavar. Esfrega com vigor, começando pelas travessas que estavam imersas, pegando em seguida os copos e, por fim, os pratos. Vai acumulando-os, de um dos lados da pia, num trabalho longo, árduo. E só depois se põe a enxaguá-los, deixando que a água escoe, levando consigo o que resta dos detritos.
De repente, a mulher sorri. As pessoas não acreditam, mas ela gosta de lavar louça. Sempre gostou. A sensação de água nas mãos, seu jato carregando as impurezas, são para ela um bálsamo. “É bom assistir a essa passagem, à transformação do sujo em limpo”, ouviu dizer um dia um poeta. Ficara feliz ao ouvir aquilo. Só então se dera conta do quanto havia de beleza e poesia nesses gestos tão simples. Mas agora a mulher suspira. Queria poder também lavar os erros do mundo, desfazer seus escombros, apagar-lhe as nódoas, envolver em sabão todos os ódios e horrores, as misérias e mentiras. Porque, afinal, do jeito que as coisas andam, é o próprio mundo que vai acabar – ele inteiro – descendo pelo ralo.
(Heloísa Seixas. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 23 de setembro de 2001).
   

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Mania de comprar livros - Bibliomania

Olá pessoal!!!
Meu nome é Maria Helena e sou amiga da Leticia,recebi dela o convite de escrever um post para este blogger, com o tema a minha escolha, passei um tempo pensando e decidi falar sobre um coisa que muitos de vocês vão de identificar: A mania de comprar livros.

Por mais incrível que pareça existem pessoas que compram livros, mas sem a finalidade de os ler, somente para os ter mesmo esse hábito é chamado bibliomania. Já aqueles que gostam de comprar livros para desbruçar-se sobre a obra e devora-la tem um hábito chamado de bibliofilia, palavra proveniente do grego e que significa amor ao livro.


Pesquisando na internet sobre o assunto achei um pouquinho sobre o maior bibliófilo do Brasil:

Nascido em São Paulo, no dia 8 de setembro de 1914, José Ephim Mindlin formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo em 1936. Trabalhou como advogado em 1950, fase em que ajudou a fundar a empresa Metal Leve S/A.


Como empresário trabalhou incansavelmente por avanços tecnológicos e pela valorização de seus produtos no comércio internacional.  Sua relação com os livros iniciou aos 13 anos de idade, no decorrer dos anos, conciliou as suas atividades profissionais com a atividade de colecionador.
Em  parceria com amigos, fundou uma livraria de livros raros, após a falência do estabelecimento começou a recomprar todos os livros que havia vendido. Faleceu no dia 28 de fevereiro de 2010, aos 95 anos, por falência múltipla dos órgãos. Em 2006, já havia doado sua biblioteca particular, a maior do país com 45 mil volumes, para o campus da Usp.

Bem, pessoal, espero que vocês tenham gostado, caso quiserem saber algo mais sobre bibliomania e bibliofilia visitem esse site, foi lá que eu encontrei a história de José Ephim Mindlin e também fala mais sobre a diferença entre os hábitos citados à cima :


Essa sou eu, gente, a blogueira de hoje :





terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Quintanares


Quintanares

Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.
Quer no horror dos lupanares.
heiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares.
Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares...
Perdão! digo quintanares


(BANDEIRA, Manuel. In: Coletânea 80 anos de Poesia. Organizada por Tânia
Carvalhal. Editora Globo, 1986.)

domingo, 9 de dezembro de 2012

Brasileiro não gosta de ler?

Hello!! 

Gente, esse texto caiu na minha prova e na hora lembrei de postá-lo aqui. 
Espero que gostem  e pensem no que ele quer passar para os leitores. É da escritora Lya Luft!!! =D    

Brasileiro não gosta de ler?

A meninada precisa ser seduzida. Ler pode ser divertido
e interessante, pode entusiasmar, distrair e dar prazer.


Não é a primeira vez que falo nesse assunto, o da quantidade assustadora de analfabetos deste nosso Brasil. Não sei bem a cifra oficial, e não acredito muito em cifras oficiais. Primeiro, precisa ser esclarecida a questão do que é analfabetismo. E, para mim, alfabetizado não é quem assina o nome, talvez embaixo de um documento, mas quem assina um documento que conseguiu ler e... entender. A imensa maioria dos ditos meramente alfabetizados não está nessa lista, portanto são analfabetos – um dado melancólico para qualquer país civilizado. Nem sempre um povo leitor interessa a um governo (falo de algum país ficcional), pois quem lê é informado, e vai votar com relativa lucidez. Ler e escrever faz parte de ser gente.
Sempre fui de muito ler, não por virtude, mas porque em nossa casa livro era um objeto cotidiano, como o pão e o leite. Lembro de minhas avós de livro na mão quando não estavam lidando na casa. Minha cama de menina e mocinha era embutida em prateleiras. Criança insone, meu conforto nas noites intermináveis era acender o abajur, estender a mão, e ali estavam os meus amigos. Algumas vezes acordei minha mãe esquecendo a hora e dando risadas com a boneca Emília, de Monteiro Lobato, meu ídolo em criança: fazia mil artes e todo mundo achava graça.
E a escola não conseguiu estragar esse meu amor pelas histórias e pelas palavras. Digo isso com um pouco de ironia, mas sem nenhuma depreciação ao excelente colégio onde estudei, quando criança e adolescente, que muito me preparou para o mundo maior que eu conheceria saindo de minha cidadezinha aos 18 anos. Falo da impropriedade, que talvez exista até hoje (e que não era culpa das escolas, mas dos programas educacionais), de fazer adolescentes ler os clássicos brasileiros, os românticos, seja o que for, quando eles ainda nem têm o prazer da leitura. Qualquer menino ou menina se assusta ao ler Macedo, Alencar e outros: vai achar enfadonho, não vai entender, não vai se entusiasmar. Para mim esses programas cometem um pecado básico e fatal, afastando da leitura estudantes ainda imaturos.
Como ler é um hábito raro entre nós, e a meninada chega ao colégio achando livro uma coisa quase esquisita, e leitura uma chatice, talvez ela precise ser seduzida: percebendo que ler pode ser divertido, interessante, pode entusiasmar, distrair, dar prazer. Eu sugiro crônicas, pois temos grandes cronistas no Brasil, a começar por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, além dos vivos como Verissimo e outros tantos. Além disso, cada um deve descobrir o que gosta de ler, e vai gostar, talvez, pela vida afora. Não é preciso que todos amem os clássicos nem apreciem romance ou poesia. Há quem goste de ler sobre esportes, explorações, viagens, astronáutica ou astronomia, história, artes, computação, seja o que for.
O que é preciso é ler. Revista serve, jornal é ótimo, qualquer coisa que nos faça exercitar esse órgão tão esquecido: o cérebro. Lendo a gente aprende até sem sentir, cresce, fica mais poderoso e mais forte como indivíduo, mais integrado no mundo, mais curioso, mais ligado. Mas para isso é preciso, primeiro, alfabetizar-se, e não só lá pelo ensino médio, como ainda ocorre. Os primeiros anos são fundamentais não apenas por serem os primeiros, mas por construírem a base do que seremos, faremos e aprenderemos depois. Ali nasce a atitude em relação ao nosso lugar no mundo, escolhas pessoais e profissionais, pela vida afora. Por isso, esses primeiros anos, em que se aprende a ler e a escrever, deviam ser estimulantes, firmes, fortes e eficientes (não perversamente severos). Já se faz um grande trabalho de leitura em muitas escolas. Mas, naquelas em que com 9 ou 10 anos o aluno ainda não usa com naturalidade a língua materna, pouco se pode esperar. E não há como se queixar depois, com a eterna reclamação de que brasileiro não gosta de ler: essa porta nem lhe foi aberta.



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Lynda Waterhouse - Autora do livro Soul Love

Olá!!!
Essa semana comecei a ler Belle, o livro que comprei na biena, mas andei arrumando minha estante de livros e quando olhei pro Soul Love não resisti, senti uma voltante enorme de ler novamente. Então, parei Belle ( que aliás estou amando) e li Soul Love de novo.
De repente pensei em procurar outros livros da autora, já que amo o jeito que ela escreve, tão romântico, mas tão simples. 
Pesquisei aqui na internet e acabei descobrindo que aqui no Brasil só foi lançado o Soul Love..Que chato!! 
Mas resolvi postar aqui o pouco que achei sobre a vida dele, realmente ela não é muito conhecida aqui no Brasil.

Perfil da autora:
 
Nascida em Oldham, uma cidade perto de Manchester na Inglaterra, desde menina escreve histórias e poemas, diz que sonhar e tecer ideias faz parte de seu DNA. Lynda tem ideia para suas histórias a partir das outras pessoas. É curiosa e gulosa pelos seus comportamentos, sua cabeça está sempre cheia de ideias ou personagens.
Seus livros favoritos são Persuasão da Jane Austen, Tenant of Wildfell Hall da Anne Brontë, Drácula de Bram Stoker e a série Fronteiras do Universo do Philip Pullman, entre outros…

Três de seus livros mais antigos já não são mais comercializados, pois não receberam uma nova edição: Bonnie Fitch, More Bonnie Fitch e Just Like (infantil). Entre seus livros mais recentes estão: Fall Out e Cut Off, e a série infato-juvenil Sand Dancers.

Frases da autora:

 Estou cansada de viver como se já fosse uma pessoa adulta e madura. Gostaria de voltar a ser criança – uma garotinha de seis anos que caiu da bicicleta. Gostaria de fazer cara de choro e correr aos berros para a cozinha, onde minha mãe me ergueria do chão, me daria um forte abraço e beijaria meu joelho esfolado. Eu pararia de chorar e tomaria leite com chocolate para a dor passar.
Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer: como lidar com as dores que não passam com um beijo.
A astronomia realmente nos obriga a olhar para cima, à procura de um novo mundo. Amo o céu noturno. Olhar para o alto faz nosso espírito elevar-se também. Sempre me sinto mais cheia de esperanças quando olho para as estrelas.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Minha manhã....

Olá!!!! 
Hoje estou aqui, mas não para falar de um livro, conto, história, saga e etc...
Vou falar de algo que me deixou super feliz hojee, fui receber minhas medalhas olímpicas no colégio hoje pela manhã!!

Ultimamente eu não estava ganhando muito, tava só participando sem ganhar colocação.
Mas mesmo assim sempre participava, pois A-D-O-R-O participar de olímpiadas sejam internas ou as brasileiras. Apesar de isso não ser tão importante, porque não são medalhas que dizem se as pessoas são capazes ou  não, mas é obvio que fico feliz quando ganho.
Esse ano tive a felicidade de ganhar três medalhas

Eu queria muito ganhar alguma esse ano, mas não esperava esse resultado todo, agradeço a Deus, realmente fiquei super contente com meus resultados. Fico mais feliz ainda por minha amiga ter conseguido obter boas classificações também, Maria, que aliás antes de eu postar aqui no blogger ela lê e confere se tá tudo okay, é integrante do blogger junto comigo e ela quem escolheu esse nome pro blogger.

Eu ganhei : 1° Português; 1° Biologia; 2° em geografia \õ 
Iupeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee, hehe!! ;)

Essa sou eu e a Maria Helena ( aqui em baixo - a minha amiga que ganhou as medalhas e que me ajuda no blogger). Obrigada por fazer parte da minha vida, amiga, compartilhamos juntas risadas; tristezas; nossas histórias; momentos, entre eles o grande passo que demos hoje. Suportamos uma a outra em certos momentos e não pense que vou esquecer de quando tu ''enchia o saco ''  com esses teus dramas romanticos kk...
Mesmo assim estará sempre aqui <3 sempre será minha amiga-irmã...


Algumas vezes na vida, você encontra uma amiga especial. Alguém que muda sua vida simplesmente por estar nela. Alguém que te faz rir até você não poder mais parar. Alguém que faz você acreditar que realmente tem algo bom no mundo. Alguém que te convence que lá tem uma porta destrancada só esperando você abri-la. Isso é uma amizade pra sempre. Quando você está pra baixo e o mundo parece escuro e vazio, sua amiga pra sempre te põe pra cima e faz com que o mundo escuro e vazio fique bem claro. Sua amiga pra sempre te ajuda nas horas difíceis, tristes e confusas. Se você se virar e começar a caminhar, sua amiga pra sempre te segue. Se você perder seu caminho, ela te guia e te põe no caminho certo. Sua amiga pra sempre segura sua mão e diz que vai ficar tudo bem. Sua amiga é pra sempre, e pra sempre não tem fim.



domingo, 25 de novembro de 2012

Verdade ou Mito???

Olá, gente!! Tudo bom?

Morador de rua na livraria!Ontem, quando estava no Facebook, vi a seguinte imagem com um texto dizendo que um morador de rua  havia entrado em uma livraria e estava folheando um livro, até que os seguranças acabaram o expulsando. E que, então, ele saiu chorando até a parte de fora da livraria frustado e sentindo-se humilhado. 
Acabei compartilhando a foto e dizendo que tinha ficado revoltada com a atitude dos seguranças. 

Quando anoiteceu, entrei no Facebook, novamente, para mostrar essa história para minha mãe, porém não encontrei em lugar nenhum. Até que decidi pesquisar no google e vê se encontrava notícias. Até que li  no site e-farsas que a história é falsa e encontrei o seguinte texto no site:


Circula pelo Facebook a história de um morador de rua que teria sido expulso pelos seguranças de uma livraria enquanto folheava um livro. Mas será que essa notícia é real?
No dia 1º de junho de 2012, uma foto de um senhor mal vestido lendo um livro começou a se espalhar pelo Facebook. O texto que a acompanha afirma se tratar de um morador de rua que teria sido expulso brutalmente pelos seguranças de uma livraria. 
 A foto é real, mas a história é falsa. Dando uma procurada no próprio Facebook, encontramos o que parece ser a primeira publicação dessa mesma fotografia postada no dia 30 de maio de 2012 por Livia Cuesta.
Livia explica em seu post no Facebook que a foto foi tirada na livraria Saraiva Shopping Tijuca – RJ – e não menciona nada sobre a tal expulsão.
E-farsas entrou em contato com a filial da Saraiva na Tijuca ...Fomos atendidos por uma moça chamada Vanessa, que explicou que o morador de rua que aparece na imagem é conhecido pelo nome de Alexandre e é frequentador contumaz da livraria, mas que nunca houve nenhum tipo de abordagem negativa por parte dos funcionários do estabelecimento em relação à permanência do senhor dentro da loja.Vanessa ainda nos contou que o senhor é ex-professor, é amigo de todos e está sempre passeando pela livraria.


Read more: http://www.e-farsas.com/morador-de-rua-e-expulso-de-livraria-enquanto-folheia-livro.html#ixzz2DGJjuBjF


A história do '' morador expulso da livraria '' é falsa. Fico extremamente contente com esse grande exemplo, que apesar de suas ''limitações '' não perde a oportunidade de se deleitar na leitura. Que sirva de exemplo para muitos!


sábado, 24 de novembro de 2012

João da Cruz e Sousa...


Vi hoje no facebook que no dia 24 de novembro Cruz e Sousa tinha nascido, até que resolvi pesquisar quem é e fiquei encantada pela sua biografia, espero que também gostem. Adorei ver a força de vontade e perseverança que ele tinha em vida.

Cruz e Sousa nasceu em 24 de novembro de 1861, foi o autor responsável pelo marco inicial do Simbolismo no Brasil.

Era filho de ex-escravos e ficou sob a proteção dos antigos proprietários de seus pais, após receberem alforria. Recebeu uma educação exemplar no Liceu Provincial de Santa Catarina. Além disso, o sobrenome Sousa é advindo do ex-patrão o que demonstra o afeto do mesmo para com os pais do futuro autor.

 Cruz e Sousa teve que enfrentar o preconceito racial que era muito mais evidente na época do que é hoje em dia. No entanto, isso não foi pretexto para desmotivá-lo, uma vez que é conhecido como o mais importante escritor do Simbolismo.Foi diretor do jornal abolicionista Tribuna Popular em 1881. Foi nomeado promotor público de Laguna (SC), no entanto, foi recusado logo em seguida por ser negro.


Cruz e Sousa faleceu aos 36 anos, em 19 de março de 1898, vítima do agravamento no quadro de tuberculose.

O simbolismo foi um movimento que se desenvolveu nas artes plásticas, teatro e literatura. Surgiu na França, no final do século XIX, em oposição ao Naturalismo e ao Realismo.
No Brasil, o simbolismo teve início no ano de 1893, com a publicação de duas obras de Cruz e Souza: Missal (prosa) e Broquéis (poesia). O movimento simbolista na literatura brasileira teve força até o movimento modernista do começo da década de 1920. 

Fontes : Brasil Escola / Sua pesquisa.com


Bienal Internacional do Livro no Ceará...



Depois de um tempinho sem publicar no blogger devido a minha correria na escola hoje vou voltar a postar e  começar falando da Bienal do Livro que aconteceu aqui no Ceará. 
Aconteceu do dia 8 até 18 de novembro no Centro de Eventos do Ceará,  fui no penúltimo dia com uma amiga e vou falar um pouco  sobre a bienal. Esse ano a Bienal teve como tema ''Padaria Espiritual -  O Pão de Espírito para o Mundo'' e celebrou os 90 anos da Semana de Arte Moderna. 

Encontrei no site da Bienal do Livro toda a história da origem da Padaria Espiritual: 
A Padaria Espiritual se originou do espírito revolucionário de um grupo de jovens que se reuniu em forma de sociedade para, através das letras, protestar contra a burguesia, o clero e tudo que fosse tradicional, como consta de seu programa...
Quem quiser ler o  resto é só clicar aqui na página que conta toda a história desse grupo de jovens.


A Secretaria da Educação (Seduc) organizou e levou cerca de  30 mil alunos e profissionais da educação da rede estadual na Bienal. Além do transporte para todos, o Governo do Estado, por meio da Seduc, deu hospedagem para quem vem de municípios mais distantes. Fiquei super alegre com essa iniciativa do governo de estimular a leitura para os alunos, li em algum site (o qual não me recordo) que de seis anos para cima as crianças da rede pública tanto da capital como do interior foram levadas para a Bienal em projetos de visitação escolar.




Uma das presenças que marcaram a bienal foi a Thalita Rebouças, escritora teen, com 12 anos de carreira, mais de um milhão de exemplares vendidos e 13 livros escritos destinados ao público juvenil. Ela apareceu na tarde do dia 15 (quinta), conversou sobre seus livros e teve uma conversa bastante afetuosa com o público. O carinho de Thalita com os fãs ficou evidente de diversas formas. A escritora reconheceu vários pelo nome e por meio dos perfis mantidos no Twitter. E o público também parece adorar a autora, pois a fila para autógrafos e entrega de presentes durou mais de cinco horas! :O


Agora vou falar como foi a bienal para mim e o que fiz lá...

Bem, fui com minha mãe e a Thana cedinho pra bienal e ainda demorei bastante e realmente não deu tempo para aproveitar tudo, não entrei em cada um dos estandes, não fiquei pra ver nenhuma apresentação. Fui no penúltimo dia e acho que por isso estava tão cheio, agora fico imaginando como não foi o último dia então.
X bienal do livro


Apesar das varias opções de livros não encontrei vários livros que estava procurando e tenho que comentar também que os preços não estavam tão bons, eram preços normais ou até mais caros. Tenho que admitir que haviam vários de 10 e 15 reais (nessa faixa de preço), porém nenhuma fazia o meu estilo de livro. 
Depois de andar muito acabei encontrando um livro que estava super afim e aproveitei pra comprar. Comprei o livro Belle. E minha amiga  comprou o Estudante III e o Paixão Índia. 
Mas com certeza tinha gosto para todos, romances, clássicos, didáticos e etc...Realmente adorei dar uma passadinha lá.

Vou terminar o post aqui com essa foto minha lá, metida a intelectual - lendo o livro da minha amiga o Paixão Índia. Rs


Espero que tenham gostado do post!! Bjos


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Quem decide por mim?

Hoje na aula de filosofia  li esse pequeno texto e decidi que colocaria aqui.
Espero que gostem e aprendam algo com ele...


Um colunista conta uma estória em que acompanhava um amigo à uma banca  de  jornais.

 "O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno  recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo
do colunista sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro.

Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
" - Ele sempre te trata com tanta grosseria? "
" - Sim, infelizmente foi sempre assim..."
" - E você é sempre tão polido e amigável com ele?
" - Sim, procuro ser."
" - Por que você é tão educado, já que ele é tão  inamistoso
com você? " " - Por que não quero que ele decida como
eu devo agir."

 Moral da estória: a pessoa inteira é seu próprio dono  e não deve curvar-se diante do vento que sopra. Ela  Não está à mercê do mau humor, da impaciência e da raiva dos outros.
Não são os ambientes que a transformam, mas ela que transforma os ambientes."

Equilíbro – Marcos Carvalho
O que é pensar bem, senão  vigiar nossos  
pensamentos? 

De que vale sermos evoluídos se não  
controlarmos nossos  instintos animais?  

Porque não  
pensarmos alguns segundos antes de reagirmos  a 
alguma agressão?

Como podermos ser felizes e 
serenos ao ter a mente agitada a todo momento por  
questões  pequenas? 

Porque não nos perguntarmos, 
quando algo  desagradável  acontecer, se este terá 

alguma importância daqui alguns anos?



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Janet do pescoço torcido - Robert Louis Stevenson

Hoje eu ia falar de um conto que li no livro que a escola passou, mas não sei se eu iria conseguir passar as informações desse conto pra vocês. Então copiei de um texto da net mesmo... Aí está bem completo, com certeza saiu melhor do que se eu fosse escrever. 

A história inicia-se quando o Rev. Soulis já era velho justificando o fato deste ter uma aparência triste, bastante severo nos seus julgamentos, apavorava inclusive as crianças da região quando falava. Vivia sozinho, sem companhia humana, num lugar apavorante, no meio de densas florestas, perto do rio Dule onde localizava-se a paróquia da aldeia de Balweary. O Rev. Soulis gostava de ficar até tarde escrevendo. Desde muito jovem quando chegou à aldeia de Balweary conta a história de uma senhora chamada Janet que tinha um comportamento incomum para àquela época, pois levava uma vida livre e inclusive teve um filho solteira com um soldado da aldeia. Por esse motivo não era bem vista pela comunidade, inclusive todos a viam como uma bruxa, feiticeira, endemoniada, características essas que nos remetiam, sem dúvida, a tipos humanos bastantes comuns em cidades pequenas. Pessoas que sem explicação se enlouqueciam e tinham, com isso, um comportamento fora dos padrões impostos pela sociedade. Janet nos faz lembrar dos tempos da Idade Média, quando o homem ignorante, levado pelos preceitos da igreja, com seus dogmas e doutrinas inquestionáveis, julgavam as mulheres ditas “prostitutas”, ou mesmo, aquelas que se entregavam facilmente aos homens sem antes terem se casado, eram consideradas “bruxas” e queimadas na fogueira da Inquisição, vítimas de julgamentos cruéis e mortas injustamente por aqueles que se consideravam superiores. O Rev. Soulis era jovem, sem muita experiência. Resolveu convidar Janet para trabalhar na paróquia, com afazeres domésticos. Os mais velhos da aldeia não aprovaram esta atitude e se enfureceram contra ela e contra o pastor. Ela, uma senhora muito calada e centrada na sua obrigação não manifestava nenhuma atitude de ira ou mesmo raiva dessa desaprovação ao novo emprego, mas, porém, às vezes, falava e gritava tanto que chegava a ensurdecer as pessoas que estavam perto.

E ela respondia e se defendia ofensivamente a toda palavra proferida pelos seus julgadores. Num dia desses resolveram pegar Janet de sobressalto, retiraram-lhe as roupas e a arrastaram até as margens do rio Dule pois queriam saber se ela era realmente uma bruxa, que se o fosse flutuaria nas águas e não afundaria. Salva pelo Reverendo quando o mesmo ouvindo em alto e bom tom que Janet era uma bruxa e revelando a todos sobre o filho que teve com o soldado e todas as feitiçarias praticadas por ela, ordenou que parassem e trouxe Janet para a casa da paróquia, quando já se encontrava com o pescoço torcido, sendo considerado pelo Reverendo como tendo sido um susto pelo qual passou, por isso o motivo do pescoço ter ficado torto. O Rev. Soulis sempre defendia Janet de xingamentos por parte das crianças e não acreditava que a mesma tinha parte com o demônio. O tempo passou e tudo corria bem. Perto da Paróquia havia um pedaço de terra cercado com grade de ferro, que antes, diziam os mais velhos, era um cemitério. Localiza-se esse terreno na Colina Negra. O Rev. Soulis gostava de ficar ali meditando e tomando um ar fresco, nos dias quentes de julho, quando o verão era intenso e ninguém agüentava ficar em casa. Um dia desses teve uma visão. Ficou atordoado, pois se tratava de um negro que salta e pulava perto do cemitério e o Rev. perguntou quem ele era e o mesmo saltou as águas do Dule em direção à paróquia. Quando o Reverendo lá chegou foi ao quarto de Janet e sentiu o mesmo arrepio que sentira quando vira o negro no cemitério. Foi dormir e não conseguiu devido a agitação daquele dia. De repente ouviu passos e barulhos de socos e pontapés, quando foi até lá viu Janet morta e pendura por um pequeno prego e um único fio de algodão. Rev. Soulis não deixou de pensar que a visão do negro e a história ouvida sobre Janet que a velha já estava morta há muito tempo envolta no espírito daquele negro, seria verdadeira. Depois de tudo isso o Rev. Soulis adoeceu e nunca mais foi a mesma pessoa, tornou-se triste e solitário para sempre.


Fonte: http://pt.shvoong.com/books/1735561-conto-janet-pesco%C3%A7o-torcido/#ixzz2BfLIPPu0

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Já tomou chuva hoje??

Gente, olá! 

Bem, hoje vou postar um conto integral aqui no site para vocês refletirem nesse feriadão que está vindo. Minha professora passou ele em sala e espero que também gostem, eu A-d-o-r-e-i...O conto é de Ignacio de Loyola Brandão



Ignacio de Loyola Brandão
Ignacio de Loyola Brandão no Dia Nacional da Leitura, evento realizado na Biblioteca de São Paulo, em outubro de 2011, em parceria com o Instituto Ecofuturo (foto: Equipe BSP)

Homem feliz na chuva:

 Voltava para casa, quando caiu a chuva das quatro da tarde. Violenta, tinha até granizo. Em volta, as pessoas corriam para se abrigar. Meu primeiro impulso foi correr também. Súbito, me contive. Para que correr? Estava a caminho de casa, não tinha compromisso, nada marcado, meus horários são determinados pelas minhas conveniências. Desde que abandonando patrões, empregos fixos, optei por tentar viver só de livros e algumas colaborações eventuais para a imprensa. Não me preocupo mais se é sábado, domingo, segunda. Pouco importa se a terça-feira vai ser feriado, portanto posso fazer uma ponte na segunda, ganhando um fim de semana mais comprido. Vou tomar chuva, decidi.
Continuei, debaixo da tempestade. Em um minuto, a camiseta molhada, calças ensopadas, bolsos cheios de água. Não estava de sapato e sim com uma sandália havaiana, muito brega. Andei devagar, deixando-me molhar mais e mais, até que não havia milímetro de meu corpo que não estivesse tomado pelas águas. Elas escorriam da cabeça, ombros, braços. Frias, estimulantes. Quatro e meia da tarde, pleno dia da semana e eu na chuva. Esta sensação só as crianças sabem o que é, os adultos perderam.
Pensando em criança, tomei outra resolução. Me meti na enxurrada que descia grossa pela rua Haddock Lobo. A esta altura, as primeiras águas tinham arrastado a sujeira, de modo que a enxurrada era límpida. Fui descendo, feliz da vida. Então, o carro esporte, importado, parou ao meu lado. O motorista abriu o vidro:
- Você é o Loyola, não é?
- Sou, respondi, contente por ter sido reconhecido até na chuva.
- Sobe aqui, te levo. Senão, vai ficar todo molhado.
- Já estou.
- Bem, sobe, não fica tomando essa chuva.
- Vou molhar todo seu carro.
- Não faz mal, o carro a gente enxuga. Sobe, que isso vai te fazer mal!
Sujeito bom, querendo praticar uma boa ação. Mas falava como os pais e mães da gente, na infância. Não faça isto, não faça aquilo. Tudo fazia mal: andar na chuva, tomar leite com manga, comer banana e laranja, olhar no espelho depois do almoço, tomar banho e sair na rua (entortava a boca), comer pepino e ir dormir. O motorista simpático era um homem de seus 30 anos, bem-vestido, gravata. O paletó dobrado com cuidado sobre o banco.
- Não vou entrar não!
- Entra, não pode ficar na chuva.
Engraçado o condicionamento em que a gente vive. Não pode tomar chuva. Nem querendo.
- Não quero entrar, entende? É uma decisão.
- Prefere ficar molhado?
- Prefiro.
- Molhado do jeito que está, não te incomoda?
- Nem um pouco, está uma delícia. Já tomou chuva assim, de tarde?
- Nunca.
- Nem uma vez?
- Não sou louco!
- Nunca teve vontade?
- Bem, acho que tive.
- Venha experimentar. Olha, a água correndo, fazendo cócegas nos pés, acariciando as pernas. Estou quentinho por dentro. Parece que estou flutuando.
- Deve ser bom.
- Bom? É ótimo.
- Sua cara é feliz, você está mesmo contente por estar aí. É, acho que tem razão! Se molhar numa chuvarada destas. Até que seria um programa.
- É a liberdade, meu caro!
- Seria engraçado chegar pingando feito um pinto no escritório. Iam ficar assustados, me internar.
- Então, por que não vem?
- Não posso.
- Claro que pode. Encosta o carro, abra a porta e tome chuva.
- Não é fácil assim.
- Não é difícil. O que te segura?
- Já imaginou? Não dá. Posso querer, estou querendo, mas é impossível.
- Depende de você.
- Dependo de muita coisa.
- Venha. Não quer vir?
- Quero, mas não posso.
- Falta coragem?
- Tenho coragem, o problema é outro.
- Qual é?
- Preciso voltar ao escritório, tenho uma reunião às cinco. Um mundo de gente depende de mim.
- Chega molhado.
- E perco clientes?
- Os clientes valem menos que uma chuva.
- Mas um dia, tomo chuva.
E se foi. Seco e infeliz. Tenho certeza que naquela tarde, um homem levemente inquieto, amargurado, presidiu uma importante reunião. Pensando talvez que seria melhor estar na chuva, os pés metidos na enxurrada, encharcando os mocassins italianos superengraxados. Quanto a mim, continuei pela chuva afora, livre e independente. Porque hoje em dia sou isso. Um homem em disponibilidade, sem empregos, sem alugar minha cabeça, dono do meu tempo, minhas decisões. E isto me custou apenas um ato de coragem. Me custou pouco, na verdade. Bastou dizer não a tudo que é estabelecido. 
Texto extraído da obra Crônicas para ler na escola

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