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domingo, 28 de julho de 2013

Paixões Literárias

Oi, hoje quem vai escrever sou Maria Helena. Lembram de mim??
E o assunto de hoje é Paixões Literárias...

Ahh... Quem nunca se apaixonou por um personagem de um livro?


Eu mesma,devo confessar, que já me apaixonei por um personagem de um livro, no meu caso foi o Sr. Darcy de Orgulho e Preconceito. Afinal de contas que mulher não desejaria um homem que fizesse tudo para tê-la, até mesmo engolir o próprio orgulho? 



Mas também há outras paixões literárias.

Muitas meninas tem como sonho de consumo o Edward Cullen da saga crepúsculo, e toda a vida de aventura que ele poderia lhe proporcionar, como escalar árvores, correr em alta velocidade e claro um amor além da vida,além de tudo que faz todas meninas suspiram ao ler os livro da saga. 

Ainda na saga crepúsculo, temos o Jacob, o lobisomem mais cobiçado. 



Também temos o Gabe do Soul Love, ele fez muitas meninas suspirarem ao ler sobre um garoto que leva sua amada para olhar as estrelas. 
E não podemos esquecer o Patch da série Hush Hush, quem não gostaria de tê-lo como anjo da guarda? Rs... 

Indo  para os romances de Nicholas Sparks, temos o Will, de a Última Música, o (tão querido) John, o Dawson, de O Melhor De Mim, e todos os outros personagens masculinos do Nicholas que nos faz suspirar por homens tão perfeitos! 




Meninas,agora contem para nós,quais suas paixões literárias?

Bem,enquanto vocês contam eu vou a procura do meu Darcy Rs... 

Beijoss ,a bloggueira que vos escreve, Maria Helena.




quarta-feira, 24 de julho de 2013

Crescendo - Hush, Hush...Becca Fitzpatrick

Olá, gente!! ><

Sinopse:
'' Anjo. Levantei os olhos quando Patch disse meu apelido em meus pensamentos. Estar perto de você, da forma que for, é melhor que nada. Não vou perdê-la. Ele fez uma pausa e, pela primeira vez desde que que o conheci, vi uma sombra de preocupação em seus olhos. Mas já caí uma vez. Se eu der aos arcanjos motivos para imaginarem que estou remotamente apaixonado por você, eles vão me mandar para o inferno. Para sempre. ''

Depois de terminar de ler Sussurro ( aqui ) eu queria muito ler Crescendo ( a continuação ), mas ainda estava no período escolar e fica difícil conciliar os estudos e os livros. Nas férias agora li e adoreei. E como sempre esse é o tipo de livro que você lê rapidamente, devido a curiosidade de saber o que vai acontecer. 
Quando você achava que vai poder parar de ler, vem outra coisa e quando você menos vê já está quase no final do livro, rs.

No livro Crescendo Nora começa a namorar com Patch ( seu anjo da guarda), tudo corria bem até o momento que ela se declarou para ele, tudo depois disso mudou e ele simplesmente some sem explicação alguma. 

Só que a Nora com certeza nunca iria imaginar que ele iria estar depois disso com Marcie Millar, inimiga desde infância dela, uma patricinha mimada e rica. Nora termina seu namoro com Patch, mas isso não foi suficiente para fazer com que ela o esquecesse. 
Nem mesmo quando ela começa a desvendar os enigmas sobre a morte do pai e que tudo leva a Patch como assassino. 

Nesse livro tem -se a presença mais marcante de Rixon, amigo de Patch, e também um novo personagem, Scott, amigo de infância de Nora, mas que também traz várias suspeitas e mistérios com o seu passado.

E infelizmente Nora estava bastante frágil nessa obra, tola e sem muita atitude para resolver os seus problemas. 

Mas o livro foi surpreendente, bastante misterioso, me deixando supeeer curiosa. Parar de ler???
Era quase impossível!! rs

O que mais me surpreendeu foi o final, porque Becca tinha que terminar o livro logo assim com uma pergunta?? Esperei tanto para saber e ela deixa para o terceiro livro. Cabe agora eu ter tempo para eu ler o terceiro livro da saga.

Eu indico, boa leitura para quem for ler!!! 

Na Estante Virtual vocês encontram ótimas ofertas dele, cliquem aqui

Estou começando uma página do blogger no Facebook, curtam  e ajudem a divulgar, por favor!! 
Link da página, aqui. ><

Bjooooooooooooooooss


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Uma galinha - Clarice Lispector

Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã.

Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.

Foi pois uma surpresa quando a viram abrir as asas de curto vôo, inchar o peito e, em dois ou três lances, alcançar a murada do terraço. Um instante ainda vacilou — o tempo da cozinheira dar um grito — e em breve estava no terraço do vizinho, de onde, em outro vôo desajeitado, alcançou um telhado. Lá ficou em adorno deslocado, hesitando ora num, ora noutro pé. A família foi chamada com urgência e consternada viu o almoço junto de uma chaminé. O dono da casa, lembrando-se da dupla necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar, vestiu radiante um calção de banho e resolveu seguir o itinerário da galinha: em pulos cautelosos alcançou o telhado onde esta, hesitante e trêmula, escolhia com urgência outro rumo. A perseguição tornou-se mais intensa. De telhado a telhado foi percorrido mais de um quarteirão da rua. Pouco afeita a uma luta mais selvagem pela vida, a galinha tinha que decidir por si mesma os caminhos a tomar, sem nenhum auxílio de sua raça. O rapaz, porém, era um caçador adormecido. E por mais ínfima que fosse a presa o grito de conquista havia soado.

Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia tão livre.

Estúpida, tímida e livre. Não vitoriosa como seria um galo em fuga. Que é que havia nas suas vísceras que fazia dela um ser? A galinha é um ser. É verdade que não se pode­ria contar com ela para nada. Nem ela própria contava consigo, como o galo crê na sua crista. Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que morrendo uma surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma.

Afinal, numa das vezes em que parou para gozar sua fuga, o rapaz alcançou-a. Entre gritos e penas, ela foi presa. Em seguida carregada em triunfo por uma asa através das telhas e pousada no chão da cozinha com certa violência. Ainda tonta, sacudiu-se um pouco, em cacarejos roucos e indecisos. Foi então que aconteceu. De pura afobação a galinha pôs um ovo. Surpreendida, exausta. Talvez fosse prematuro. Mas logo depois, nascida que fora para a maternidade, pare­cia uma velha mãe habituada. Sentou-se sobre o ovo e assim ficou, respirando, abotoando e desabotoando os olhos. Seu coração, tão pequeno num prato, solevava e abaixava as penas, enchendo de tepidez aquilo que nunca passaria de um ovo. Só a menina estava perto e assistiu a tudo estarrecida. Mal porém conseguiu desvencilhar-se do acontecimento, despregou-se do chão e saiu aos gritos:

— Mamãe, mamãe, não mate mais a galinha, ela pôs um ovo! ela quer o nosso bem!

Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente. Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre, nem triste, não era nada, era uma galinha. O que não sugeria nenhum sentimento especial. O pai, a mãe e a filha olhavam já há algum tempo, sem propriamente um pensamento qualquer. Nunca ninguém acariciou uma cabeça de galinha. O pai afinal decidiu-se com certa brusquidão:

— Se você mandar matar esta galinha nunca mais comerei galinha na minha vida!

— Eu também! jurou a menina com ardor. A mãe, cansada, deu de ombros.

Inconsciente da vida que lhe fora entregue, a galinha passou a morar com a família. A menina, de volta do colégio, jogava a pasta longe sem interromper a corrida para a cozinha. O pai de vez em quando ainda se lembrava: "E dizer que a obriguei a correr naquele estado!" A galinha tornara-se a rainha da casa. Todos, menos ela, o sabiam. Continuou entre a cozinha e o terraço dos fundos, usando suas duas capacidades: a de apatia e a do sobressalto.

Mas quando todos estavam quietos na casa e pareciam tê-la esquecido, enchia-se de uma pequena coragem, resquícios da grande fuga — e circulava pelo ladrilho, o corpo avançando atrás da cabeça, pausado como num campo, embora a pequena cabeça a traísse: mexendo-se rápida e vibrátil, com o velho susto de sua espécie já mecanizado.

Uma vez ou outra, sempre mais raramente, lembrava de novo a galinha que se recortara contra o ar à beira do telhado, prestes a anunciar. Nesses momentos enchia os pulmões com o ar impuro da cozinha e, se fosse dado às fêmeas cantar, ela não cantaria mas ficaria muito mais contente. Embora nem nesses instantes a expressão de sua vazia cabeça se alterasse. Na fuga, no descanso, quando deu à luz ou bicando milho — era uma cabeça de galinha, a mesma que fora desenhada no começo dos séculos.

Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos.


Texto extraído do livro “Laços de Família”, Editora Rocco — Rio de Janeiro, 1998, pág. 30. Selecionado por Ítalo Moriconi, figura na publicação “Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século”.


10 Coisas que Eu Odeio em Você



Eu odeio a maneira que você fala comigo
E o tipo de corte do seu cabelo
Eu odeio a maneira que você dirige meu carro
Eu odeio-o quando você olha fixamente

Eu odeio suas grande e tolas botas de cowboy
E a maneira como consegue ler meu pensamento
Eu odeio-o assim muito que me faz doente
E até me dá vontade de sair correndo

Eu odeio a maneira como você está sempre certo
Eu odeio quando você mente
Eu odeio quando você me faz rir
Ainda mais quando você me faz chorar

Eu odeio quando você não está ao redor
E o fato de você não ter me ligado
Mas mais que tudo eu odeio como eu não consigo te odiar
Nem um pouco
Nem por um segundo
Nem mesmo só por te odiar.

Fonte: Filme "10 coisas que eu odeio em você


Ausência - Poesia da Noite da Poesia

Olá, gente!! 
Quero postar aqui a minha poesia que me fez ganhar o 1° lugar na Noite da Poesia.



Ausência

Na ausência da tua presença
A solidão não pediu licença
Todo lugar te revelava .
Mesmo quando tentava te esquecer
Parecia só achar em você uma razão de viver.


Incomodavam-se as flores
Só me traziam dores,
Seus perfumes lembravam-me do seu.
Isso abatia o meu ser,
Continuei a tentar te esquecer,
Procurando me perder.

Encontrei-te no belo horizonte,
No brilho do sol por trás do monte
Mesmo mostrando-se tão distante.
Saudade já estava gigante.

Perturbava-me até o sorriso de uma criança
Pois perdi minha esperança
De sorrir assim ao teu lado
Pois meu tempo contigo estava acabado.

Quando a noite caiu
E a solidão de mim riu,
Encontrei-te no luar,
Na beleza do pássaro a voar.

Procurei me refugiar

Na grande imensidão do mar.

Mas estava nas águas refletida
Minha face abatida.

Sofrendo por tua ausência
Pedindo a solidão clemência.
Sofrendo sem moderação
E sem nenhuma consolação.

Estava eu, no chão,
Sem sentido ou direção,
Procurando-te em tudo e em vão.
Mas agora eu sei,
Você estava sempre no meu coração.

Autora: Letícia Gabriele Saraiva



segunda-feira, 1 de julho de 2013

Poema escrito por mim...

Olá, gente!!

Vou postar aqui no blogger o poema que escrevi semana passada sobre essas manifestações que estão acontecendo aqui no Brasil, espero que gostem!! (Por enquanto ainda não tem título)

"Entre a nossa população
Encontra-se uma grande indignação.
Não por vinte centavos,
Mas pelo tempo que fomos escravos
Nas mãos dos que ‘’governam’’ essa nação.

O gigante acordou,
Está buscando o que sempre sonhou.
Motivos para protestar tu tens mil
Então vai para a rua, Brasil!


Onde está a ordem e o progresso
Em meio a tanta desordem e regresso?
A nação perdeu a paciência
Procurando em Brasília alguém com decência.
Educação e a saúde gemem por clemência.


Debaixo do sol e da lua
O povo vai pra rua.
Mostrando que ainda tem esperança
De ver a nação com segurança.


Queremos ser reconhecidos no estrangeiro
Por ser um povo forte e guerreiro.
E não que um francês, italiano ou espanhol
Nos veja como o país do futebol.


Vamos deixar de lado o ‘’plim, plim’’,
Pois a manipulação começa assim.
Acredito nessa nação.
Diga NÃO a corrupção!!"


Por Letícia Gabriele Saraiva

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Tamanho 42 não é gorda - Meg Cabot

Olá, gente!!

Hoje vou falar de um livro gostoso de ler e maravilhoso para quem quer dar boas risadas.
Uma amiga minha fez propaganda desse livro, como confio no gosto dela, resolvi conferir. Bem, eu nem teria como dispensar, sou apaixonada pela Meg Cabot. 

O livro faz parte da série ''Mistérios de Heather Wells'', esse é o primeiro volume e, pode ter certeza, eu já estou louca para continuar a leitura. Os volumes são:

- Tamanho 42 não é gorda ( Volume 1)
- Tamanho 44 também não é gorda ( Volume 2) 
- Tamanho não importa ( Volume 3) 
- Tamanho 42 e Pronta para Arrasar ( Volume 4)
- A Noiva é Tamanho 42 ( Volume 5)




A personagem principal se chama Heather, uma pessoa bem divertida e é isso que prende tanto na leitura. Embarcar nas aventuras de Heather é muito envolvente. Ela tem 28 anos, é uma ex-cantora teens, sem sucesso, que perdeu o contrato com a gravadora, sua mãe fugiu com o seu dinheiro e seu empresário, além de que seu pai está preso. Ela está mal financeiramente e solteira. 
E depois que deixou sua carreira de cantora está trabalhado em um conjunto residencial estudantil de uma faculdade.

Por não estar com muitas condições financeiras, ela está morando com o irmão do ex-namorado, Cooper, por quem é apaixonada, e sua cadela Lucy, o que restou de seu passado.

Ela leva uma vida cheia de aventura e riscos, principalmente em seu trabalho. Entretanto, quando foi encontrada uma garota no elevador do conjunto residencial estudantil, a polícia  acredita que a menina morreu porque estava fazendo ''surfe de elevador'' e, assim,  não se aprofundam no caso.

Porém, Heather sabe que garotas não fazem esse tipo de coisa, ela fica extremamente intrigada, especialmente quando acontece a segunda morte no conjunto residencial estudantil. Assim, ela procura entender e saber o que está acontecendo, mas sua própria vida corre perigo, porque alguém quer matá-la por estar se envolvendo demais. Desse modo, ela luta para solucionar o caso e também manter-se salva.

É um livro com um leve suspense, recheado de humor e com um toque romântico.
Supeeeer recomendo...

Bjooos e até a próxima! 


sábado, 22 de junho de 2013

Triste Fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto

Olá!! 
Bem, hoje estou para fazer uma análise da obra de Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma. Obra escrita em 1911, inicialmente um romance em folhetim.

Lima Barreto era um mulato, possuía uma linguagem simples e direta que facilitou a compreensão dos leitores populares. Ele sofreu bastante por criticar os poderosos de sua época e teve muitas desilusões. Sendo então esta obra uma forma de Barreto expor suas ideias, fazer suas críticas e mostrar suas desilusões com este país. 

Policarpo é um personagem que seu próprio nome é ''carregado''.  Como seu nome indica ''poli'', muito, e ''carpo'', choro, sofrimento. Seu sobrenome ''Quaresma'', faz referência ao período de penitências e resguardo que começa no fim do Carnaval e se estende por 40 dias.

Ele é ridicularizado por todos por ser bastante patriotista e ser apaixonado por sua pátria, deseja viver os costumes de sua nação e rejeita as formas culturais estrangeiras. Devido esse seu nacionalismo ele é isolado da sociedade, já que possui ideias muito além da alta sociedade carioca do século XIX. 

Seu patriotismo era motivo de chacota, enquanto corruptos vazios formam a elite do país. 

A obra é divida em três partes e correspondem aos projetos de Quaresma. 

A história inicia no Rio de Janeiro, onde ele trabalha como secretário de Arsenal de Guerra e vivia com sua irmã, Adelaide. Dedicava a sua vida ao estudo detalhado sobre o Brasil. 
Nessa parte o protagonista conhece Ricardo Coração dos Outros e Policarpo decide dedicar-se às aulas de violão, pois pensava que este instrumento era a expressão máxima da alma nacional. Entretanto quem tocasse violão nessa época era tido, pela elite, como vadio.

No decorrer da obra o nacionalismo de Policarpo aumenta cada vez mais, até que é tido louco, após escrever um requerimento relatando que a língua oficial do país devia ser o tupi. Sob muita pressão acaba redigindo, por descuido, um ofício em tupi. Sozinho e sem ajuda ele sofre um colapso nervoso. Ele vai parar, então, em hospício. 


Após sair do hospício vai viver em Curuzu, no sítio Sossego. A ida para lá é mais uma de seus projetos de salvar a pátria. Vê na agricultura uma forma de o Brasil crescer. E fica enaltecendo o solo brasileiro, mencionando que é melhor que qualquer solo estrangeiro. Porém, depois de um período ele tem que reconhecer que o solo da região não é bom. 

Corruptos da região tentam envolver Policarpo em seus tramas, sem saber o patriotista que ele é, acaba ganhando vários inimigos poderosos e recebendo várias multas como forma de vingança desses poderosos. 

Ele passa a acreditar que o país precisa de uma grande reforma, com um governo forte e que se preocupe com a nação. Vê a chance de sua ideia ir adiante quando ocorre a revolta da esquadra da Marinha. Policarpo oferece apoio a Floriano Peixoto. Para quem mostra suas ideias, mas acaba sendo reprimido. 

Quaresma escreve uma carta a sua irmã dizendo que fora ferido e que havia perdido as esperanças com a guerra.

No fim da revolta Peixoto envia seus inimigos para uma prisão na Ilha das Cabras. Revoltado ao saber dizer Quaresma escreve uma carta para ele mostrando seu inconformismo com a ação dele. Porém, após isso ele próprio é mandado para a ilha. 

Ricardo Coração dos Outros e Olga ( sobrinha de Policarpo) tentam em vão retirá-lo de lá. Mas ele é tido como traidor e ele então espera a morte certa. 

Devido a isso Policarpo tem um triste fim, pois apesar de sempre lutar pelo país foi tido como traidor e teve muitas desilusões. 



terça-feira, 4 de junho de 2013

Vista cansada - Otto Lara Resende

Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa idéia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bomdia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.


Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença. 



quarta-feira, 1 de maio de 2013

O Padeiro

Olá gente!! ><

Estava estudando para uma prova sobre crônicas e achei essa. Gostei demais dela, espero que vocês também, é do cronista Rubem Braga.


O Padeiro

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

- Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

"Então você não é ninguém?"

Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!"
E assobiava pelas escadas.

Texto extraído do livro:
Para gostar de ler, Vol I -Crônicas . Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga. 12ª Edição. Editora Ática . São Paulo.1989. p.63 - 64.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Super Feliz Dia Intercional da Dança... ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Olá!! 
Hoje é um dia super especial. O Dia Internacional da Dança e ainda bem que tenho ballet hoje. Vou comemorar em grande estilo!!... Amooo a dança!!



Esse dia surgiu em 1982, promovido pelo Conselho Internacional de Dança, uma organização interna da Unesco que reúne todas as formas de dança em todos os países do mundo.

Para além de qualquer análise minuciosa, quando entramos em contato com as artes, seja música, pintura, escultura, teatro, cinema, literatura ou dança há uma gama de sentimentos e sensações que podemos descrever. Esse é o papel da arte. Mas, basicamente, o que difere a dança das demais?


É a única que nos dá vontade de participar, como se nosso corpo dissesse: “Eu também quero!”.

Dancemos. Para além das afirmações, a dança não é a arte da segregação. Pelo contrário, nada une mais as pessoas do que essa vontade genuína de deixar o próprio corpo cantar.

Feliz Dia Internacional da Dança. E que a gente não aceite, jamais, que não podemos dançar.


terça-feira, 23 de abril de 2013

Dia Mundial do Livro - 23 de Abril



Nesta terça-feira (23) é comemorado, internacionalmente, o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais. A data foi instituída há 17 anos pela Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura – Unesco. A escolha da data se justifica por representar o aniversário de morte de dois destaques da literatura universal: William Shakespeare e Miguel de Cervantes.

Força de Vontade - Rubem Braga




Refugou o copo de vinho que eu lhe oferecia; depois também não quis aceitar um cigarro. Não bebia, não fumava, não tinha nenhum vício. Tinha uma cara gorda e mole de padre, e falava com precisão sobre o custo da vida em São Paulo.
Contou-me por exemplo que seu pai, homem de 80 anos, que mora na Quarta Parada, vai toda semana comprar carne em Mogi das Cruzes, onde é mais barata e mais bem servida.
-- Lá em casa comemos boa carne todo dia -- disse ele com ênfase.
Não, não era casado -- morava com os pais, que sustentava com seu trabalho. "Aliás -- me disse subitamente, com um brilho nos olhos e as mãos trêmulas como quem toma coragem para fazer uma confissão sensacional -- aliás este foi o primeiro ideal que me propus a realizar na vida. E realizei. Agora estou realizando o último dos meus três ideais."
(...)
E então me explicou que seu sistema era este: para cumprir cada um de seus três ideais, pusera ele mesmo um obstáculo diante de cada um. Como tinha desde criança muita vontade de ir ao Rio, resolvera não o fazer enquanto não cumprisse seu ideal número 3 - isto é, enquanto não visitasse pelo menos um país estrangeiro. O mesmo fizera
em relação aos outros dois ideais. Por um momento tive a impressão de que ia me contar qual tinha sido a promessa que fizera em relação aos outros dois ideais -- mas creio que achou que já se abrira demasiado comigo. Talvez o desanimasse minha cara meio sonolenta depois do vinho tinto do almoço, naquele dia quente.
Pouco depois ele seguiu, com o grupo de turistas, para visitar as quedas e ir ao lado argentino. Só o vi depois do jantar e, como eu estava muito bem disposto, me aproximei dele. Eu estava numa roda em que se bebia alegremente uma boa "caña" paraguaia e insisti para que viesse tomar um cálice: -- "Afinal você deve estar contente hoje, precisa comemorar. Você realizou o terceiro e último ideal de sua vida -- e em duplicata: visitou dois países estrangeiros!"
Embora ele recusasse o convite, sentei-me um momento a seu lado.
-- Sim -- disse ele. -- Eu provei minha força de vontade: realizei tudo o que prometera a mim mesmo um dia. E foi duro: tive de passar muitas necessidades e me esforçar muito. Quando eu era rapazinho, não tinha força de vontade. Mas hoje tenho a prova de que qualquer homem pode ter muita força de vontade. É uma coisa formidável.
Voltei para a roda, onde se bebia e se contavam anedotas. Logo depois resolvemos todos sair para dar uma volta de carro. Convidei o homem da força de vontade -- havia um lugar no carro. Ele não aceitou. Ficou ali no saguão do hotel -- e quando voltei para apanhar minha lanterna, surpreendi a expressão de seu rosto: estava sério, triste e ao mesmo tempo com um ar tão aparvalhado e tão vazio como quem não tivesse coisa alguma a fazer na vida e acabasse de descobrir isto.


Lição: Embora o homem com força de vontade tivesse objetivos, dentro da perspectiva que estamos considerando, ele não conseguiu construir uma felicidade duradoura.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O Mito da Caverna de Platão

Olá!!
Estava estudando filosofia e encontrei O Mito da Caverna, quero postar aqui sobre ele.
Mas que adiantar que não foi eu quem escreveu os comentários.

O que é o mito?

O Mito da Caverna, também conhecido como “Alegoria da Caverna” é uma passagem do livro “A República” do filósofo grego Platão.  Através desta metáfora é possível conhecer uma importante teoria platônica: como, através do conhecimento, é possível captar a existência do mundo sensível e do mundo inteligível.

O Mito da Caverna:

O mito fala sobre prisioneiros (desde o nascimento) que vivem presos em correntes numa caverna e que passam todo tempo olhando para a parede do fundo que é iluminada pela luz gerada por uma fogueira. Nesta parede são projetadas sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia-a-dia. Os prisioneiros ficam dando nomes às imagens (sombras), analisando e julgando as situações.

Vamos imaginar que um dos prisioneiros fosse forçado a sair das correntes para poder explorar o interior da caverna e o mundo externo. Entraria em contato com a realidade e perceberia que passou a vida toda analisando e julgando apenas imagens projetadas por estátuas. Ao sair da caverna e entrar em contato com o mundo real ficaria encantado com os seres de verdade, com a natureza, com os animais e etc. Voltaria para a caverna para passar todo conhecimento adquirido fora da caverna para seus colegas ainda presos. Porém, seria ridicularizado ao contar tudo o que viu e sentiu, pois seus colegas só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede iluminada da caverna. Os prisioneiros vão o chamar de louco, ameaçando-o de morte caso não pare de falar daquelas ideias consideradas absurdas.

O que Platão quis dizer com o mito??

Os seres humanos tem uma visão distorcida da realidade. No mito, os prisioneiros somos nós que enxergamos e acreditamos apenas em imagens criadas pela cultura, conceitos e informações que recebemos durante a vida. A caverna simboliza o mundo, pois nos apresenta imagens que não representam a realidade. Só é possível conhecer a realidade, quando nos libertamos destas influências culturais e sociais, ou seja, quando saímos da caverna.

Gente, aqui vai uma crítica a ''caverna'' atual:



A Arte do Teatro

Olá, gente!!

Hoje em vez de postar sobre a música...vou começar pelo teatro.
Bem resumido, somente para mostrar no que consiste esta arte.

...Esse ano comecei a fazer teatro, tomara que eu vá bem nisso, estou gostando, mas ainda sim eu prefiro a minha dança...amoo dançar :D



''O teatro é uma arte complexa e híbrida porque é composta de outras artes.
É a expressão do homem, ser humano vivendo no mundo, na sociedade, na comunidade e em um grupo.  São expressões de emoções e sentimentos de variadas formas. Esse tipo de arte está relacionada estreitamente ao tempo-espaço no qual se origina.

Existe a hipótese de que este surgiu a partir dos rituais primitivos. Ou a partir de histórias contadas, ou se desenvolvido a partir de danças, jogos, imitações.

A palavra 'teatro' e seu conceito, independente da religião, só surgiram entre 560-510 a.C. As representações mais conhecidas e a primeira teorização vieram dos antigos gregos, sendo a primeira obra escrita que se conhece, a Poética de Aristóteles.
A implantação do teatro no Brasil ocorreu em razão do empenho dos jesuítas em catequizar os índios.''

Via: vários sites da net...



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