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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Tag: Outubro Rosa Literário

Olá, pessoal!! 

Como vocês sabem esse mês é realizada a Campanha do Outubro Rosa e, com isso, foi criada uma tag chamada Outubro Rosa Literário, quando eu vi tive muita vontade de responder e estou eu aqui. Espero que gostem!! 

1) Campanha: Um livro que você indica para todo mundo



Eu sei que, certamente, muitos de vocês nem ouviram falar nesse livro, mas eu não consigo me desapegar dele e é o meu livro favorito. A simplicidade dele, simplesmente, é encantadora e não tem como não se envolver com a vida inusitada da Jenna (protagonista). 

2) Prevenção: Um livro que você previne as pessoas indicando elas a não lerem



Bem, perdoem- me os que gostam desse livro do Júlio Verne. Mas eu o detesto, conheci ele porque foi adotado pela minha escola como paradidático e foi o único livro passado para prova que eu não li, porque era quase que impossível avançar 10 páginas sequer nele. Para mim, é aquele tipo de livro que você lê se arrastando, mas acho que, também, é devido ao fato de eu não gostar desse estilo de livro. Só sei que não indico e muita gente da sala, na época, também detestou. 

3) Cancêr de Mama: Um livro com um personagem que devemos ter cuidado 



Quando eu li esse terceiro item na hora só pensei na Capitu, porque dissimulada do jeito que ela é, né, rs. Além disso, eu sou uma das que acredita que SIM ela traiu Bentinho. Então, gente, cuidado com a Capitu! 

4) Dia Mundial: Um livro que todo mundo ama



Outro livro que lembrei assim que li a tag foi O Pequeno Príncipe. Afinal, quem não resiste a essa doce e encantadora aventura?! E ainda vale lembrar que, recentemente, lançaram o filme. Eu já li o livro e tenho o áudio-book, mas, infelizmente, ainda não vi o filme. 

5) Rosa: Um livro da capa rosa



Sem dúvidas, o meu livro da capa rosa favorito é esse. Eu amo os livros da Meg Cabot e, para mim, a série da Heather Wells é a melhor de todas. Eu acho incrível embarcar nas loucuras dela e em cada situação perigosa que ela se mete. Mas o melhor de tudo são as várias risadas que essa série me arranca e é uma leitura muito empolgante. 

6) Autoexame: Um livro que você descobriu sozinho e foi bom
Bem, eu sou uma fã da Jane Austen desde que conheci o livro Orgulho e Preconceito. Mas, esse era o único dela que eu conhecia, até que, um dia, fui atrás de outro e descobri o Emma, que, se duvidar, eu gosto ainda mais que o primeiro. Eu achei muito interessante as situações embaraçosas que a Emma cria com essa mania dela de ser casamenteira. Até indiquei para uma pessoa dar esse livro de presente para a amiga dele, porque esse livro é ótimo. 

7) Médico: Um livro que todo mundo deveria ler



Sem dúvidas, tem que ser O Mundo de Sofia. Esse livro é MARAVILHOSO e foi o melhor livro que eu li esse ano. Eu amo essa história e esse é o tipo de livro que expande sua visão de mundo e depois de uma leitura dessa, com certeza, você não continua sendo a mesma pessoa. Para os que gostam de filosofia é uma leitura perfeita e aos que não gostam, uma ótima oportunidade de mudar de ideia. 

8) Luta: Um livro difícil de terminar 


A história é até legal, mas é tão cansativa de ler. Além disso, na maioria das vezes, o livro é melhor que o filme, mas essa é um exceção rara de um caso que o filme saiu melhor que o livro e olha que também nem é tão bom assim, rs. Na época que vi até gostava. Hoje, já não quero mais nem ver.

9) Peito: Um livro que tem um lugar especial no seu coração



Nesse era para ser o Soul Love de novo, porque é ele que tem um lugarzinho reservado no meu coração. Para não repetir, coloquei esse que é um dos livros que mais gosto. Outro livro que se encaixaria aqui no meu cantinho do coração, até mais que esse, seria o Eu Sou Malala, porque eu sou super fã dela. 

10) Risco: Um livro que você tem medo de ler



Já vi o filme e comprei o livro já faz muito tempo, porém até agora não o li, porque fico só adiando as lágrimas, rs. Estou esperando ainda um bom momento para lê-lo. 

11) Conscientização:  Tagueie outras pessoas

Vou indicar a todos que lerem e quiserem!!

Espero que tenha gostado, eu achei bem divertido responder essa tag. Bjs!


Perguntas

  1. Campanha – Um livro que você indica para todos.
  2. Prevenção – Um livro que você previne as pessoas indicando elas a não lerem.
  3. Câncer de mama – Um livro com um personagem que devemos ter cuidado.
  4. Dia Mundial – Um livro que TODO MUNDO ama.
  5. Rosa – Um livro de capa rosa.
  6. AutoExame – Um livro que você descobriu sozinho e foi bom.
  7. Médico – Um livro que todo mundo deveria ler.
  8. Luta – Um livro difícil de terminar.
  9. Peito – Um livro que tem um lugar especial no seu coração.
  10. Risco – Um livro que você tem medo de ler.
  11. Conscientização – Tagueie outras pessoas.


O Diário da Princesa - Meg Cabot

Olá, pessoal!!

A resenha de hoje é sobre um livro o qual eu acredito que muitos já ouviram falar ou, pelo menos, conhecem o filme baseado nele. Como vocês já viram no título, o livro de hoje é: O Diário da Princesa da Meg Cabot.

Eu sou meio suspeita para falar dos livros dela porque eu, simplesmente, adoro tudo que ela escreve. Mas eu sempre adiava a leitura dessa série, a qual é composta por 11 livros (o último foi lançado recentemente), porque achava que seria uma leitura muito infantil e previsível.
Na verdade, previsível não deixa de ser, rs. Porém, a Meg tem uma capacidade incrível de nos prender na leitura e a vida da adolescente Mia (protagonista) nos arranca boas risadas. Além disso, é um livro para qualquer idade.

Bem, a história relata a vida de  Mia Thermopolis, uma típica adolescente que enfrentava dificuldades com álgebra, com sua autoestima e que tinha uma queda pelo garoto mais popular da escola, o qual namorava com sua inimiga, Lana. Sua melhor amiga era Lilly, uma garota com uma personalidade forte e cujo irmão, Michael, era apaixonada pela Mia, só que ela não sabia. Sua vida seguia sempre a mesma rotina. Ela vivia apenas com a sua mãe e tinha uma relação mais distante com o seu pai. 

Até que um dia, ele aparece e conta a ela que é o príncipe de um país chamado Genovia e, por não possuir outro herdeiro, ele precisa que ela se torne a princesa do país e futura herdeira do trono. 
Naturalmente, a Mia fica super confusa devido ter sido, de certa forma, enganada durante 15 anos de sua vida pelos pais, porque ela nunca soube que se pai era um príncipe e jamais passou pela cabeça dela a ideia de um dia se tornar uma princesa. 



Depois disso, a sua vida muda completamente. Ela tenta esconder de todos, inclusive sua melhor amiga - Lilly-, a verdade sobre tudo isso. Ela passa a ter aulas com sua avó sobre como se tornar e portar como uma princesa e a diversão começa..


Bom, vou parar por aqui, mas vou ressaltar, novamente, que é uma leitura bem legal, divertida e leve. Super indico não só para adolescente, mas para qualquer um que quiser relembrar essa fase da vida, marcada por muitas aventuras e situações inusitadas. 



E como eu falei no início do post, tem um filme baseado nesse livro. Com algumas mudanças, claro, (o pai dela, por exemplo, nem vivo está mais) mas que é um filme muito bom e, em sua grande parte, fiel ao filme. Vou deixar o trailer aqui em baixo. 



Espero que tenham gostado..Bjs! 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Preto e Branco - Fernando Sabino

Perdera emprego, chegara a passar fome, sem que ninguém soubesse: por constrangimento afastara-se da roda boêmia que antes costumava frequentar - escritores, jornalistas, um sambista de cor que vinha a ser seu mais velho companheiro de noitadas.
 De repente, a salvação lhe apareceu na forma de um americano, que lhe oferecia emprego numa agência. Agarrou-se com unhas e dentes à oportunidade, vale dizer, ao americano, para garantir na sua nova função uma relativa estabilidade. 
E um belo dia vai seguindo com o chefe pela Rua México, já distraídos de seus passados tropeços, mas, tropeçando obstinadamente no inglês com quem se entendiam - quando vê do outro lado da rua um preto agitar a mão para ele. 
Era o sambista seu amigo.
Ocorreu-lhe desde logo que ao americano poderia parecer estranha tal amizade, e mais tarde: incompatível com a ética ianque a ser mantida nas funções que passara a exercer. Lembrou-se num átimo que o americano em geral tem uma coisa muito séria chamada preconceito racial e seu critério de julgamento da capacidade funcional dos subordinados talvez se deixasse influir por essa odiosa deformação. Por via das dúvidas, correspondeu ao cumprimento de seu amigo da maneira mais discreta que lhe foi possível, mas viu em pânico que ele atravessa a rua e vinha em sua direção, sorriso aberto e braços prontos para um abraço.
Pensou rapidamente em se esquivar - não dava tempo: o americano também se detivera, vendo o preto aproximar-se. Era seu amigo, velho companheiro, um bom sujeito, dos melhores mesmo que já conhecera – acaso jamais chegara sequer a se lembrar de que se tratava de um preto? Agora, com o gringo ali ao seu lado, todo branco e sardento, é que percebia pela primeira vez: não podia ser mais preto. Sendo assim, tivesse paciência: mais tarde lhe explicava tudo, haveria de compreender. Passar fome era muito bonito nos romances de Knut Hamsun, lidos depois do jantar, e sem credores à porta. Não teve mais dúvidas: virou a cara quando o outro se aproximou e fingiu que não o via, que não era com ele.
E não era mesmo com ele.
Porque antes de cumprimentá-lo, talvez ainda sem tê-lo visto, o sambista abriu os braços para acolher o americano - também seu amigo.


SABINO, Fernando. A Mulher do vizinho. 7. ed. Rio de Janeiro, Record, 1962.p.163-4

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Soul Love - A Noite o Céu é Perfeito! - Lynda Waterhouse

Olá gente!!

Hoje, eu vou falar do meu livro favorito, que eu não me canso de reler ( essa é a oitava vez - aí dá para notar como eu amooo ele) e sempre sinto a mesma emoção quando eu leio. 

Bem, o livro é da Lynda Waterhouse e é o Soul Love. A história começa quando Jenna Hudson é expulsa da escola por um motivo que ela não quer revelar à mãe, nem à ninguém da família. Então, sua mãe resolve mandar ela para uma cidade pequena chamada Netherby, onde ela passaria uns tempo com a sua tia, até que a mãe dela conseguisse um colégio que a aceitasse.

Jenna, como uma típica adolescente, achava-se super madura e a dona verdade. Mas, a ida para Netherby mudou, radicalmente, a sua vida. Porque é lá que ela encontra Gabe, um rapaz diferente dos outros: autêntico, reservado e que a faz agir naturalmente, sendo ela mesma. Porém, assim como ela, Gabe também tem um grande segredo e Cleo, uma amiga dele, a qual aparenta ser mais que isso, faz de tudo para que a Jenna não descubra o que ele esconde por trás da sua melancolia e seu jeito reservado. 

Tudo isso faz com que ela fique muito confusa, pois mesmo sabendo que Gabe gostava de verdade dela, ela não podia entender qual a relação da Cleo com ele. E bem...eu tenho que parar por aqui e o resto é com quem decidir ler..rs

Bom, eu realmente amo essa história, porque mostra esse amadurecimento que nós, jovens, passamos nessa fase da vida, já que tantas vezes nos achamos super adultos e maduros, mas daqui a alguns anos, quando olharmos para trás, talvez veremos o quão imaturos éramos. E, na verdade, isso é super positivo, é muito bom saber que hoje eu não sou a mesma que eu era a dois anos atrás e, com certeza, daqui a dois anos não serei mais quem eu sou hoje. 
E isso me lembra uma frase que eu adoro da Clarice Lispector '' Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre". 

Basicamente, é essa a mensagem que eu tiro desse livro maravilhoso, além disso você tem a oportunidade de ver um romance entre a Jenna e o Gabe, que, na minha opinião, é o mais lindo dos livros que já li. O Soul Love não é um clássico, nem mesmo muito conhecido, mas para mim a autora conseguiu dar uma profundidade numa obra tão simples. Eu realmente nem sei como falar do livro, eu simplesmente amooo ele. Mesmo já tenho lido obras mais rebuscadas e cheias de ''conteúdo'' nada supera o Soul Love.



Espero que vocês tenha gostado da resenha!! 
Beijos, até a próxima. 

sábado, 26 de setembro de 2015

O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder (Romance da História da Filosofia)

Olá gente!!


Hoje vou, finalmente, escrever mais uma resenha aqui no blogger. Como vocês, certamente,  devem ter visto no título do post, o livro é: O Mundo de Sofia do filósofo e teólogo Jostein Gaarder.

Bem, o Jostein teve a ideia de escrever esse livro porque quando ele ia às livrarias notava que não haviam livros sobre filosofia para jovens ou que os estimulassem a questionamentos acerca da vida. Então, ele decidiu que escreveria um livro assim tendo a juventude como alvo. Desse desejo surgiu essa obra maravilhosa, a qual já vendeu mais de 1 milhão de exemplares e eu creio nem ser capaz de dizer o quão maravilhosa ela é. 

Eu a conheci quando uma professora me indicou depois de eu ter dito que não gostava de filosofia, ela me emprestou e li o livro, porém eu não tinha tanta maturidade para entender tudo que estava ali escrito. Mas, ano passado, eu quis comprar e ver se eu conseguia entender algo de filosofia com a ajuda dele, já que esse ano presto vestibular. Os resultados foram maravilhosos, além de ter me ajudado a entender, estimulou- me e posso até dizer que tenho tido melhores resultados na aulas de filosofia. 
Se você é uma pessoa que não gosta de filosofia, com certeza, essa é uma ótima maneira de adentrar nela e, acredite, é muitooo interessante e todo o enredo da história é bem envolvente. 

Tudo começa às vésperas do aniversário de Sofia Amundsen quando ela começa a receber bilhetes anônimos e muito intrigantes vindos do Líbano. O primeiro perguntava: Quem é você?. E a cada nova carta era um enigma que surgia; e, no desenrolar da história, ela cria uma nova visão sobre o mundo que a cerca, como se ela estivesse com os olhos vendados durante toda a sua vida e após cada nova lição recebida, mais ela conseguia enxergar esse mundo e a história da humanidade. 



Bem, não vou contar mais do que isso, mas caso vocês queiram participar dessa aventura filosófica e existencial, vale muito a pena ler. Se preparem porque, com certeza, vocês vão grifar muitas partes do livro, porque é muita informação interessante e além disso, O Mundo de Sofia é o tipo de livro que você lê já pensando em reler. Foram tantas ideias e novidades na minha cabeça, que assim que terminei queria voltar e absorver cada vez mais..

Espero que tenha gostado e caso você seja alguém não muito simpatizante com a filosofia, tente essa leitura e talvez essa realidade mude. Porém, se você adora filosofia, bem..é uma leitura quase que obrigatória. Rs. Beijoos :* 

Até a próxima!


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A instabilidade das cousas do mundo - Gregório de Matos



Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Barroco - Seus Principais Pintores

Olá, gente!

Hoje venho mostrar algumas pinturas do período do Barroco. Mas para quem não conhece ou não lembra algumas das características do período, irei fazer uma breve introdução sobre ele.

Bem, o Barroco foi uma manifestação artística que representou os conflitos espirituais e culturais do homem do século XVII ( bem e mal - céu e terra - fugaz e eterno - carne e o espírito). Esse período artístico-histórico surgiu após a Contrarreforma e ia de encontro aos padrões renascentistas. É uma arte que apela para a emoção do espectador.

Pintores da arte barroca:

- Caravaggio:

Cresceu na cidade de Caravaggio, nome pelo qual ficou conhecido. Viveu em Milão no seu período de aprendizagem, no qual trabalhava a natureza-morta. Por volta de 1590 foi morar em Roma, onde se dedicou principalmente a pintar a vida de rua.
Fez uso do chiaroscuro (claro-escuro) e rompeu com o hábito de pintar figuras simétricas e planos de fundo. Abaixo, tem-se a obra Crucificação de São Pedro (1601).


- Rubens:

Peter Paul Rubens destacou-se como pintor de cenas bíblicas e mitológicas, foi influenciado por Michelangelo. Rubens rompeu com o estilo dominante até então. Os nus exuberantes, repletos de figuras rechonchudas, são típicas de muitas de suas obras. Abaixo a obra O rapto das filhas de Leocipo (1617). 


- Velázquez:

Nasceu em Servilha e pertencia à pequena nobreza. Em 1624, foi nomeado como pintor da corte. Mostrava em suas obras linhas sutis nos rostos das figuras representadas; retratou a família real espanhola e pintou também peças históricas. Abaixo a obra O triunfo de Baco ( 1628-1629). 

                                  

- Rembrandt: 

Foi influenciado pelo claro-escuro de Caravaggio. Desenvolveu o uso distintivo de luz e escuridão e era fascinado por rostos, como mostra a sua obra abaixo: A lição de anatomia do Dr. Tulp de 1632.



- Vermeer: 

Foi um pintor holandês. Utilizou nas suas obras cenas do cotidiano, pessoas comuns, paisagens e devido a isso suas obras apresentam-se como um retrato da sociedade da época. Ele retratava principalmente as figuras femininas, como a que está pintada na obra abaixo: Moça com brinco de pérola ( 1665). 


Espero que tenham gostado desse post que viajou no período do Barroco e nas suas pinturas. Até breve! Vou deixar aqui no final um vídeo com a análise da obra A Lição de Anatomia do Dr. Tulp.


                                      

terça-feira, 30 de junho de 2015

Trovadorismo - Lírica galego-portuguesa - Ai flores, ai flores do verde pinho.

Olá!!

Hoje eu venho trazer para vocês uma cantiga do período do Trovadorismo do D. Dinis, rei de Portugal por quase meio século, seu reinado foi importante na âmbito da cultura e literatura, além disso em relação às poesias trovadorescas teve papel marcante.

Bem, o trovadorismo é uma manifestação literária do século XII, período da Idade Média. Os trovadores eram de origem nobre e compunham as cantigas, que nesse período eram cantadas com o auxílio de alguns instrumentos e não declamadas. Havia quatro tipos de cantigas: de amor, de amigo, de maldizer e de escárnio. A cantiga de D.Dinis que trouxe aqui é uma cantiga de amigo. 


Ai flores, ai flores do verde pinho,
se sabedes novas do meu amigo?
Ai Deus, e u é?

Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado?
Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs comigo?
Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do qui mi há jurado?
Ai Deus, e u é?

Vós me perguntardes polo voss'amigo,
e eu bem vos digo que é sã'e vivo.
Ai Deus, e u é?

Vós me perguntardes polo voss'amado,
e eu bem vos digo que é viv'e são.
Ai Deus, e u é?

E eu bem vos digo que é sã'e vivo
e seera vosc'ant'o prazo saído.
Ai Deus, e u é?

E eu bem vos digo que é viv' e são
e seera vosc'ant'o prazo passado
Ai Deus, e u é?


          D. Dinis (CV 171, CBN 533)

Glossário:
v. 1 ‑ pino: pinheiro.
v. 3 – u é: onde está?
v. 8 ‑ do que pôs comigo: sobre aquilo que combinou comigo.
v. 14 ‑ sano: saudável, são.
v. 20 ‑ seera vosc’ant’o prazo saído: estará convosco antes de terminar o prazo.

Aqui, vou deixar um vídeo dessa cantiga sendo cantada por Helena de Alfonso no seu disco Barahunda: 


quinta-feira, 19 de março de 2015

Presságio - Fernando Pessoa

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

Todas as cartas de amor… - Fernando Pessoa

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem

Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

sábado, 31 de janeiro de 2015

O Rei e suas Quatro Esposas


Era uma vez um rei que tinha 4 esposas…
Ele amava a 4ª esposa demais… ele dava-lhe de tudo.
Ele também amava muito sua 3ª esposa e gostava de exibi-la.
Ele também amava sua 2ª esposa. Ela era sua confidente.
A 1ª esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo para mantê-lo muito Rico e Poderoso. Mas ele não a amava.
Um dia o rei caiu doente e percebeu que o seu fim estava próximo.
Então ele perguntou à 4ª esposa: -“Eu amei-te tanto, querida… cobri-te das mais finas roupas e joias… agora que eu estou morrendo… és capaz de morrer comigo?”
“De jeito nenhum!” respondeu a 4ª esposa e saiu do quarto sem sequer olhar para trás…
Tristemente… o rei então perguntou à 3ª esposa: “Eu também te amei tanto a vida inteira… és capaz de morrer comigo, para não me deixares sozinho…?”
“Não!!”, respondeu a 3ª esposa. “A vida é boa demais!!! Quando você morrer, eu vou é casar de novo…”
Ele perguntou, então, à 2ª esposa: “Eu sempre recorri a ti quando precisei de ajuda… e tu, quando eu morrer serás capaz de morrer comigo, para me fazeres companhia…?”
“Sinto muito mas… desta vez eu não posso fazer, o que você me pede!” respondeu a 2ª esposa. “O máximo que eu posso fazer… é enterrar você…”
Daí…uma voz se fez ouvir…
“Eu partirei com você e o seguirei por onde você for…” O rei levantou os olhos e lá estava a sua 1ª esposa, tão magra… tão mal nutrida… tão sofrida…
Com o coração partido, o rei falou: “Eu deveria ter cuidado muito melhor de ti, enquanto eu ainda podia…”

Na Verdade, todos nós temos 4 esposas nas nossas vidas…
Nossa 4ª esposa, é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos…
Nossa 3ª esposa, são as nossas posses, as nossas propriedades, as nossas riquezas. Quando morremos, tudo isso vai para os outros.
Nossa 2ª esposa, são nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar.
E nossa 1ª esposa é a nossa ALMA… Muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso ego.
Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa onde formos.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Em Busca de um Final Feliz - Katherine Boo

Olá!!

O primeiro livro do ano, gente...Hoje, vou falar sobre o livro Em Busca de um Final Feliz escrito por Katheline Boo.


Sinopse: 

Em Busca de um Final Feliz, de Katherine Boo, é um livro brilhantemente escrito. Através de uma forte narrativa, descobrimos como é o dia a dia dos moradores de Annawadi, uma favela à sombra do elegante Aeroporto Internacional de Mumbai, na Índia. A história de seus habitantes nos faz rir e chorar (...). (Zeca Camargo, em prefácio a esta edição).


O leitor vai se apaixonar por Sunil Sharma, o menino catador de lixo que quer ficar rico, por Manju, a moça mais bonita da favela, que quer ser professora, e até pela tresloucada Fátima, a Perna Só, que só quer um pouco de atenção.


A autora Katherine Boo é casada com um indiano e  passou três anos observando a favela de Annawadi na Índia e seus moradores; nesse livro, ela retrata histórias reais, inclusive nomes reais, de pessoas que buscavam de todas as maneiras possíveis, honestas ou não, mudarem a realidade em que viviam e a tentativa incessante de um final feliz. 
Porém por ser um livro real, um final feliz não é o que você vai encontrar, mas sim uma tentativa persistente de continuar a vida e fazer com que ela tome caminhos melhores.



O que mais marca no livro é a grande corrupção existente no local. Asha, a senhora da favela, ajuda apenas aqueles que possuem condições financeiras de retribuir a ''ajuda'' e, com isso, conseguiu colocar sua filha Manju na faculdade. Além da polícia, políticos totalmente corruptos e as falsas escolas que existiam apenas no papel, enquanto a verba era desviada para outros fins. Tudo parece girar em torno da corrupção nesse local.


Kamble, um homem que precisa de uma válvula cardíaca nova, busca de diversos meios ajuda com empréstimos para pagar uma cirurgia que deveria ser gratuita, porém até os médicos entram nesse círculo de corrupção e cobram dele uma quantia para realizar tal cirurgia. E Asha não o ajuda, pois ele não tinha dinheiro para pagar pela ''ajuda''.

Até mesmo os moradores da favela buscam se sobressair sobre os demais. Porém, é como se fosse algo instintivo, pois tudo que eles buscam é sobreviver em meio ao caos de desigualdade de Mumbai. 


O livro apresenta a histórias de várias famílias de Annawadi. Os personagens que com certeza mais me marcaram foi Abdul e Manju. 

Abdul é um catador de lixo, que por ser tão hábil no que faz conseguiu proporcionar uma melhoria de vida para seus familiares, o que causou certa inveja nos moradores da favela. Ele tentava ser o melhor que podia, mas via como era difícil ser honesto em um lugar como Annawadi. 


 ''Por algum tempo, eu tentei evitar que o gelo dentro de mim derretesse – foi assim que ele se expressou. – Mas agora estou simplesmente me transformando em água suja, como todos os outros. Eu digo a Allah que eu O amo imensamente, imensamente. Mas também digo a Ele que não posso ser melhor, porque Ele sabe como o mundo é.''

Porém, esse mudança para o futuro parece incerto quando ele e seus familiares são acusados de um crime que não cometeram e não podem pagar o que a polícia pede para o encerramento do caso.


''O sistema de justiça criminal da Índia era um mercado, assim como o do lixo, Abdul entendia isso agora. A inocência e a culpa poderiam ser compradas e vendidas como um quilo de sacolas plásticas.''

Bom, o livro é muito interessante por mostrar essa outra realidade e a cultura desses povos. A obra proporciona uma viagem na Índia e um aprofundamento na vida dos personagens.

Aqui deixo a parte do livro que foi a que mais me marcou. 

Quem quiser curte aqui a página do blogger no face.

Bjs!! Até mais..


Em Busca de um Final Feliz - Katherine Boo (Trecho do Livro)


Em Busca de um Final Feliz relata histórias reais de moradores da favela de Annawadi, que lutam diariamente em busca de um final feliz,  uma oportunidade para poderem crescer juntamente com uma cidade que tanto crescia mundialmente, mas tal crescimento gerava mais desigualdades do que oportunidades para os cerca de 3.000 habitantes de Annawadi.

Deixo aqui o trecho do livro que mais me comoveu: 

'' Em uma madrugada no fim de julho, Sunil encontrou um catador caído na lama no cruzamento da estradinha de terra de Annawadi com a grande via do aeroporto. Sunil conhecia ligeiramente o velho; ele trabalhava duro e dormia do lado de fora do mercado de peixes Marol [...]. Agora, a perna do homem estava esmagada e ensanguentada, e ele estava pedindo ajuda aos transeuntes. Sunil imaginou que ele fora atropelado por um carro. Alguns motoristas não se preocupavam muito em evitar os catadores de lixo que se espalhavam na beira das estradas.

Sunil estava assustado demais para ir até a delegacia de polícia e pedir uma ambulância, [...]. Em vez disso, ele correu em direção ao campo de batalha, nas caçambas de lixo da área de carga, esperando que um adulto tivesse coragem  de ir à delegacia. Milhares de pessoas passavam por ali todos as manhãs.

Quando Zehrunisa Husain passou por ali, uma hora depois, o catador estava gritando de dor. Ela achou que a perna dele estava com uma aparência horrível,  mas ela estava levando comida e remédio para seu marido, que também estava com uma aparência horrível, do outro lado da cidade, na prisão de Arthur Road. 


O senhor Kamble passou um pouco depois, com os olhos leitosos e cheios de dores, em caminho atrás de negócios e caridade, ainda procurando contribuições para sua válvula cardíaca. Ele já fora um morador de rua como o homem ferido. Porém, agora, o senhor Kamble não enxergava nada além do saco sem fundo do seu próprio sofrimento, [...].


Quando Rahul e seu irmão retornaram da escola, no começo da tarde, o catador ferido estava deitado, quieto, gemendo fracamente. As 14h30, um homem do Shiv Sena fez uma ligação para um amigo da delegacia de polícia de Sahar sobre um defunto que estava perturbando as crianças pequenas. Às 16 hora, os guardas chamaram outros catadores para carregar o corpo para dentro do carro da polícia, para que eles mesmos não pegassem as doenças que diziam que os catadores de lixo carregavam. ''



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