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sábado, 17 de maio de 2014

Uma Senhora - Machado de Assis




Nunca encontro esta senhora que me não lembre a profecia de uma lagartixa ao poeta Heine, subindo os Apeninos: "Dia virá em que as pedras serão plantas, as plantas animais, os animais homens e os homens deuses". E dá-me vontade de dizer-lhe: — A senhora, D. Camila, amou tanto a mocidade e a beleza, que atrasou o seu relógio, a fim de ver se podia fixar esses dois minutos de cristal. Não se desconsole, D. Camila. No dia da lagartixa, a senhora será Hebe, deusa da juventude; a senhora nos dará a beber o néctar da perenidade com as suas mãos eternamente moças.   


A primeira vez que a vi, tinha ela trinta e seis anos, posto só parecesse trinta e dois, e não passasse da casa dos vinte e nove. Casa é um modo de dizer. Não há castelo mais vasto do que a vivenda destes bons amigos, nem tratamento mais obsequioso do que o que eles sabem dar às suas hóspedes. Cada vez que D. Camila queria ir-se embora, eles pediam-lhe muito que ficasse, e ela ficava. Vinham então novos folguedos, cavalhadas, música, dança, uma sucessão de coisas belas, inventadas com o único fim de impedir que esta senhora seguisse o seu caminho.  

 — Mamãe, mamãe, dizia-lhe a filha crescendo, vamos embora, não podemos ficar aqui toda a vida.  

 D. Camila olhava para ela mortificada, depois sorria, dava-lhe um beijo e mandava-a brincar com as outras crianças. Que outras crianças? Ernestina estava então entre catorze e quinze anos, era muito espigada, muito quieta, com uns modos naturais de senhora. Provavelmente não se divertiria com as meninas de oito e nove anos; não importa, uma vez que deixasse a mãe tranqüila, podia alegrar-se ou enfadar-se. Mas, ai triste! há um limite para tudo, mesmo para os vinte e nove anos. D. Camila resolveu, enfim, despedir-se desses dignos anfitriões, e fê-lo ralada de saudades. Eles ainda instaram por uns cinco ou seis meses de quebra; a bela dama respondeu-lhes que era impossível e, trepando no alazão do tempo, foi alojar-se na casa dos trinta.


Ela era, porém, daquela casta de mulheres que riem do sol e dos almanaques. Cor de leite, fresca, inalterável, deixava às outras o trabalho de envelhecer. Só queria o de existir. Cabelo negro, olhos castanhos e cálidos. Tinha as espáduas e o colo feitos de encomenda para os vestidos decotados, e assim também os braços, que eu não digo que eram os da Vênus de Milo, para evitar uma vulgaridade, mas provavelmente não eram outros. D. Camila sabia disto; sabia que era bonita, não só porque lho dizia o olhar sorrateiro das outras damas, como por um certo instinto que a beleza possui, como o talento e o gênio. Resta dizer que era casada, que o marido era ruivo, e que os dois amavam-se como noivos; finalmente, que era honesta. Não o era, note-se bem, por temperamento, mas por princípio, por amor ao marido, e creio que um pouco por orgulho.   


Nenhum defeito, pois, exceto o de retardar os anos; mas é isso um defeito? Há, não me lembra em que página da Escritura, naturalmente nos Profetas, uma comparação dos dias com as águas de um rio que não voltam mais. D. Camila queria fazer uma represa para seu uso. No tumulto desta marcha contínua entre o nascimento e a morte, ela apegava-se à ilusão da estabilidade. Só se lhe podia exigir que não fosse ridícula, e não o era. Dir-me-á o leitor que a beleza vive de si mesma, e que a preocupação do calendário mostra que esta senhora vivia principalmente com os olhos na opinião. É verdade; mas como quer que vivam as mulheres do nosso tempo?   


D. Camila entrou na casa dos trinta e não lhe custou passar adiante. Evidentemente o terror era uma superstição. Duas ou três amigas íntimas, nutridas de aritmética, continuavam a dizer que ela perdera a conta dos anos. Não advertiam que a natureza era cúmplice no erro, e que aos quarenta anos (verdadeiros), D. Camila trazia um ar de trinta e poucos. Restava um recurso: espiar-lhe o primeiro cabelo branco, um fiozinho de nada, mas branco. Em vão espiavam; o demônio do cabelo parecia cada vez mais negro.   


Nisto enganavam-se. O fio branco estava ali; era a filha de D. Camila que entrava nos dezenove anos, e, por mal de pecados, bonita. D. Camila prolongou, quanto pôde, os vestidos adolescentes da filha, conservou-a no colégio até tarde, fez tudo para proclamá-la criança. A natureza, porém, que não é só imoral, mas também ilógica, enquanto sofreava os anos de uma, afrouxava a rédea aos da outra, e Ernestina, moça feita, entrou radiante no primeiro baile. Foi uma revelação. D. Camila adorava a filha; saboreou-lhe a glória a tragos demorados. No fundo do copo achou a gota amarga e fez uma careta. Chegou a pensar na abdicação; mas um grande pródigo de frases feitas disse-lhe que ela parecia a irmã mais velha da filha, e o projeto desfez-se. Foi dessa noite em diante que D. Camila entrou a dizer a todos que casara muito criança.


   Um dia, poucos meses depois, apontou no horizonte o primeiro namorado. D. Camila pensara vagamente nessa calamidade, sem encará-la, sem aparelhar-se para a defesa. Quando menos esperava, achou um pretendente à porta. Interrogou a filha; descobriu-lhe um alvoroço indefinível, a inclinação dos vinte anos, e ficou prostrada. Casá-la era o menos, mas, se os seres são como as águas da Escritura, que não voltam mais, é porque atrás deles vêm outros, como atrás das águas outras águas; e, para definir essas ondas sucessivas é que os homens inventaram este nome de netos. D. Camila viu iminente o primeiro neto, e determinou adiá-lo. Está claro que não formulou a resolução, como não formulara a idéia do perigo. A alma entende-se  a si mesma; uma sensação vale um raciocínio. As que ela teve foram rápidas, obscuras, no mais íntimo do seu ser, de onde não as extraiu para não ser obrigada a encará-las.  

 — Mas que é que você acha de mau no Ribeiro? perguntou-lhe o marido, uma noite, à janela.  
D. Camila levantou os ombros.   

— Acho-lhe o nariz torto, disse.  

— Mau! Você está nervosa; falemos de outra coisa, respondeu o marido. E, depois de olhar uns dois minutos para a rua, cantarolando na garganta, tornou ao Ribeiro, que achava um genro aceitável, e se lhe pedisse Ernestina, entendia que deviam ceder-lhe. Era inteligente e educado. Era também o herdeiro provável de uma tia de Cantagalo. E depois tinha um coração de ouro. Contavam-se dele coisas muito bonitas. Na academia, por exemplo... Dona Camila ouviu o resto, batendo com a ponta do pé no chão e rufando com os dedos a sonata da impaciência; mas, quando o marido lhe disse que o Ribeiro esperava um despacho do ministro de Estrangeiros, um lugar para os Estados Unidos, não pôde ter-se e cortou-lhe a palavra:   

— O quê? separar-me de minha filha? Não, senhor.   

Em que dose entrara neste grito o amor materno e o sentimento pessoal, é um problema difícil de resolver, principalmente agora, longe dos acontecimentos e das pessoas. Suponhamos que era partes iguais. A verdade é que o marido não soube que inventar para defender o ministro de Estrangeiros, as necessidades diplomáticas, a fatalidade do matrimônio, e, não achando que inventar, foi dormir. Dois dias depois veio a nomeação. No terceiro dia, a moça declarou ao namorado que não a pedisse ao pai, porque não queria separar-se da família. Era o mesmo que dizer: prefiro a família ao senhor. É verdade que tinha a voz trêmula e sumida, e um ar de profunda consternação; mas o Ribeiro viu tão-somente a rejeição, e embarcou. Assim acabou a primeira aventura.   


D. Camila padeceu com o desgosto da filha; mas consolou-se depressa. Não faltam noivos, refletiu ela. Para consolar a filha, levou-a a passear a toda parte. Eram ambas bonitas, e Ernestina tinha a frescura dos anos; mas a beleza da mãe era mais perfeita, e apesar dos anos, superava a da filha. Não vamos ao ponto de crer que o sentimento da superioridade é que animava D. Camila a prolongar e repetir os passeios. Não: o amor materno, só por si, explica tudo. Mas concedamos que animasse um pouco. Que mal há nisso? Que mal há em que um bravo coronel defenda nobremente a pátria, e as suas dragonas? Nem por isso acaba o amor da pátria e o amor das mães.   


Meses depois despontou a orelha de um segundo namorado. Desta vez era um viúvo, advogado, vinte e sete anos. Ernestina não sentiu por ele a mesma emoção que o outro lhe dera; limitou-se a aceitá-lo. D. Camila farejou depressa a nova candidatura. Não podia alegar nada contra ele; tinha o nariz reto como a consciência, e profunda aversão à vida diplomática. Mas haveria outros defeitos, devia haver outros. D. Camila buscou-os com alma; indagou de suas relações, hábitos, passado. Conseguiu achar umas coisinhas miúdas, tão-somente a unha da imperfeição humana, alternativas de humor, ausência de graças intelectuais, e, finalmente, um grande excesso de amor-próprio. Foi nesse ponto que a bela dama o apanhou. Começou a levantar vagarosamente a muralha do silêncio; lançou primeiro a camada das pausas, mais ou menos longas, depois as frases curtas, depois os monossílabos, as distrações, as absorções, os olhares complacentes, os ouvidos resignados, os bocejos fingidos por trás da ventarola. Ele não entendeu logo; mas, quando reparou que os enfados da mãe coincidiam com as ausências da filha, achou que era ali demais e retirou-se. Se fosse homem de luta, tinha saltado a muralha; mas era orgulhoso e fraco. D. Camila deu graças aos deuses.   

Houve um trimestre de respiro. Depois apareceram alguns namoricos de uma noite, insetos efêmeros, que não deixaram história. D. Camila compreendeu que eles tinham de multiplicar-se, até vir algum decisivo que a obrigasse a ceder; mas ao menos, dizia ela a si mesma, queria um genro que trouxesse à filha a mesma felicidade que o marido lhe deu. E, uma vez, ou para robustecer este decreto da vontade, ou por outro motivo, repetiu o conceito em voz alta, embora só ela pudesse ouvi-lo. Tu, psicólogo sutil, podes imaginar que ela queria convencer-se a si mesma; eu prefiro contar o que lhe aconteceu em 186...   


Era de manhã. D. Camila estava ao espelho, a janela aberta, a chácara verde e sonora de cigarras e passarinhos. Ela sentia em si a harmonia que a ligava às coisas externas. Só a beleza intelectual é independente e superior. A beleza física é irmã da paisagem. D. Camila saboreava essa fraternidade íntima, secreta, um sentimento de identidade, uma recordação da vida anterior no mesmo útero divino. Nenhuma lembrança desagradável, nenhuma ocorrência vinha turvar essa expansão misteriosa. Ao contrário, tudo parecia embebê-la de eternidade, e os quarenta e dois anos em que ia não lhe pesavam mais do que outras tantas folhas de rosa. Olhava para fora, olhava para o espelho. De repente, como se lhe surdisse uma cobra, recuou aterrada. Tinha visto, sobre a fonte esquerda, um cabelinho branco. Ainda cuidou que fosse do marido; mas reconheceu depressa que não, que era dela mesma, um telegrama da velhice, que aí vinha a marchas forçadas. O primeiro sentimento foi de prostração. D. Camila sentiu faltar-lhe tudo, tudo, viu-se encanecida e acabada no fim de uma semana.  

— Mamãe, mamãe, bradou Ernestina, entrando na saleta. Está aqui o camarote que papai mandou.   


D. Camila teve um sobressalto de pudor, e instintivamente voltou para a filha o lado que não tinha o fio branco. Nunca a achou tão graciosa e lépida. Fitou-a com saudade. Fitou-a também com inveja, e, para abafar este sentimento mau, pegou no bilhete de camarote. Era para aquela mesma noite. Uma idéia expele outra; D. Camila anteviu-se no meio das luzes e das gentes, e depressa levantou o coração. Ficando só, tornou a olhar para o espelho, e corajosamente arrancou o cabelinho branco, e deitou-o à chácara. Out, damned spot! Out! Mais feliz do que a outra lady Macbeth, viu assim desaparecer a nódoa no ar, porque no ânimo dela a velhice era um remorso, e a fealdade um crime. Sai, maldita mancha! sai!  


 Mas, se os remorsos voltam, por que não hão de voltar os cabelos brancos? Um mês depois, D. Camila descobriu outro, insinuado na bela e farta madeixa negra, e amputou-o sem piedade. Cinco ou seis semanas depois, outro. Este terceiro coincidiu com um terceiro candidato à mão da filha, e ambos acharam D. Camila numa hora de prostração. A beleza, que lhe suprira a mocidade, parecia-lhe prestes a ir também, como uma pomba sai em busca da outra. Os dias precipitavam-se. Crianças que ela vira ao colo, ou de carrinho empuxado pelas amas, dançavam agora nos bailes. Os que eram homens fumavam; as mulheres cantavam ao piano. Algumas destas apresentavam-lhe os seus babies, gorduchos, uma segunda geração que mamava, à espera de ir bailar também, cantar ou fumar, apresentar outros babies a outras pessoas, e assim por diante.  


 D. Camila apenas tergiversou um pouco, acabou cedendo. Que remédio, senão aceitar um genro? Mas, como um velho costume não se perde de um dia para outro, D. Camila viu paralelamente, naquela festa do coração, um cenário e grande cenário. Preparou-se galhardamente, e o efeito correspondeu ao esforço. Na igreja, no meio de outras damas; na sala, sentada no sofá (o estofo que forrava este móvel, assim como o papel da parede foram sempre escuros para fazer sobressair a tez de D. Camila), vestida a capricho, sem o requinte da extrema juventude, mas também sem a rigidez matronal, um meio-termo apenas, destinado a pôr em relevo as suas graças outoniças, risonha, e feliz, enfim, a recente sogra colheu os melhores sufrágios. Era certo que ainda lhe pendia dos ombros um retalho de púrpura.  

Púrpura supõe dinastia. Dinastia exige netos. Restava que o Senhor abençoasse a união, e ele abençoou-a, no ano seguinte. D. Camila acostumara-se à idéia; mas era tão penoso abdicar, que ela aguardava o neto com amor e repugnância. Esse importuno embrião, curioso da vida e pretensioso, era necessário na terra? Evidentemente, não; mas apareceu um dia, com as flores de setembro. Durante a crise, D. Camila só teve de pensar na filha; depois da crise, pensou na filha e no neto. Só dias depois é que pôde pensar em si mesma. Enfim, avó. Não havia duvidar; era avó. Nem as feições que eram ainda concertadas, nem os cabelos, que eram pretos (salvo meia dúzia de fios escondidos), podiam por si sós denunciar a realidade; mas a realidade existia; ela era, enfim, avó.   

Quis recolher-se; e para ter o neto mais perto de si, chamou a filha para casa. Mas a casa não era um mosteiro, e as ruas e os jornais com os seus mil rumores acordavam nela os ecos de outro tempo. D. Camila rasgou o ato de abdicação e tornou ao tumulto. 


Um dia, encontrei-a ao lado de uma preta, que levava ao colo uma criança de cinco a seis meses. D. Camila segurava na mão o chapelinho de sol aberto para cobrir a criança. Encontrei-a oito dias depois, com a mesma criança, a mesma preta e o mesmo chapéu de sol. Vinte dias depois, e trinta dias mais tarde, tornei a vê-la, entrando para o bond, com a preta e a criança.
— Você já deu de mamar? dizia ela à preta. Olhe o sol. Não vá cair. Não aperte muito o menino. Acordou? Não mexa com ele. Cubra a carinha, etc., etc.   



Era o neto. Ela, porém, ia tão apertadinha, tão cuidadosa da criança, tão a miúdo, tão sem outra senhora, que antes parecia mãe do que avó; e muita gente pensava que era mãe. Que tal fosse a intenção de D. Camila não o juro eu ("Não jurarás", Mat. V, 34). Tão-somente digo que nenhuma outra mãe seria mais desvelada do que D. Camila com o neto; atribuírem-lhe um simples filho era a coisa mais verossímil do mundo. 




segunda-feira, 24 de março de 2014

A Importância da Gentileza

Sabendo que a vida é um eterno “dar e receber” ou “plantar e colher”, nada mais inteligente do que você procurar ser cada dia mais gentil com todos aqueles que o cercam.
Por isso, vamos refletir sobre alguns atos de gentileza que podem transformar sua vida para melhor:
  Em todo e qualquer convívio, use as expressões mágicas da boa educação: “Por favor”, “obrigado”, “com licença”, “desculpe”.
  Seja amável com seus familiares, assim como você consegue ser com as pessoas que lhe interessam. Declare seu amor para as pessoas que lhe são queridas.
 Cumprimente com um sorriso quem está no mesmo elevador que você, ou em uma fila de espera.
  Ajude uma mãe com o carrinho de seu bebê quando ela demonstrar dificuldades para acessar algum lugar.
 Ajude uma pessoa idosa ou deficiente a atravessar a rua.
 Ofereça-se para ir ao supermercado para um vizinho mais idoso.
 Ceda seu lugar nos transportes públicos para pessoas mais velhas, gestantes, deficientes ou acompanhadas de crianças. Se você estiver sentado, ofereça para carregar sacolas de quem estiver de pé.
 Não interrompa uma pessoa quando ela estiver falando.
 Mantenha contato com aqueles professores que mudaram sua vida.
 De vez em quando, distribua bombons para seus colegas de trabalho.
 Ao ser atendido, ou ao atender alguém, chame essa pessoa pelo nome.
 Em uma visita a um doente, seja otimista e só comente assuntos positivos.
 Ofereça para ajudar um amigo a fazer sua mudança.
 Deixe uma generosa gorjeta para um garçom agradável.
 Ofereça emprestado aquele livro que você gostou de ler.
Estes e outros pequenos gestos, que não custam nada, podem fazer uma grande diferença em seus relacionamentos.
E lembre-se: um sorriso é capaz de derrubar qualquer muralha de indiferença!

(*) Palestrante, apresentadora de TV e autora de livros motivacionaiswww.elianabarbosa.com.br 

Eliana Barbosa 

Via: JMOnline 

** Foi proposto uma redação na minha turma sobre a Gentileza, eu pesquisei sobre o assunto e achei esse texto, particularmente, eu achei muito bom; e resolvi compartilhar com vocês. 



sexta-feira, 21 de março de 2014

A Culpa é das Estrelas - John Green

Sinopse: 
Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante – o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos -, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Meus comentários:


Esse é um dos livros que eu mais demorei para escrever sobre ele. Simplesmente não sei como e o que falar. Eu costumo não ''simpatizar'' com os livros que fazem muito sucesso e o A Culpa das Estrelas foi um. Não aguentava mais, na época do auge, entrar nas redes sociais e ver fotos do livro e mil comentários positivos. Cheguei a um ponto que peguei abuso do livro. 
Mas uma amiga minha leu, adorou e quis muito que eu lesse. Resolvi tentar. 

No início ainda estava empolgada para conhecer a história, mas no decorrer da leitura foi se tornando cada vez mais cansativo, até que mais para o fim eu estava torcendo para o livro acabar logo, torcendo mesmo. Eu não entendia porque não estava gostando de jeito nenhum, pensei que era porque não estava em um bom momento para leitura, li novamente certas páginas, mas nada.
Realmente não gostei da história, é bonita, emocionante, claro; mas é algo tão comum, diversos outros livros e filmes tem enredos semelhantes a esse. 

O enredo de fato é comovente, por ser uma história triste, afinal não é fácil viver com o câncer, são diversos obstáculos que se enfrenta, além da falta de esperança que a protagonista muitas vezes revelava. Porém, não me emocionei, nem nada. 

O modo como o enredo é contado não me envolveu e os diálogos muitas vezes, para mim, foram bastante cansativos. Na minha opinião, falta mais coisa no livro para ele ser como falam. 

Eu imagino que muitos quando lerem vão achar ruim minha opinião, até porque mal  vejo gente fazendo críticas negativas nele, mas foram as minhas impressões do livro. E o gosto literário varia de um para o outro, né! 
Quem quiser ler, leia; nada melhor que você mesmo tirar suas conclusões sobre ele.


Ps:
1-O livro vai para as telinhas, vou querer conferir e ver se me agrada mais que o livro. Vou deixar aqui no post o trailer;
2- Site Oficial criado para quem conhecer mais ainda sobre o livro, aqui.
3 - Nesse blogger, vocês encontram todos os capítulos do livro, aqui.




quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Eu Sou Malala - Malala Yousafzai com Christina Lamb

Olá, gente!!! 
Voltei aqui para o blogger, estou de férias, então vou poder me dedicar à leitura e ao blogger. 
Já estava com saudade de escrever aqui! <3

Bem, vou falar do último livro que li e que me fez admirar ainda mais a ativista Malala, o livro me possibilitou conhecer mais da história dela e é surpreendente. Depois de ler este tornou-se meu livro predileto.

Sinopse:

Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. 



Meus comentários:

Em todo o decorrer do livro conhecemos a vida da Malala e sua luta pela educação, além de aproximar o leitor da cultura do país, da religião e tantas outras coisas que caracterizam o país e seu povo. Tive também a oportunidade de conhecer um pouco sobre seu pai, Ziauddin, sua garra e dedicação para conseguir fundar uma escola.  


Desde bem pequena já era bem ligada à educação, por seu pai ser professor e diretor, foi praticamente criada dentro de uma escola, o que acabou impulsionando ou mesmo criando esse amor por aprender.
Entretanto, quando o Talibã chegou em seu vale essa paixão da Malala foi interrompida, aquele acreditava que as mulheres não poderiam estudar, mas ela levantou sua voz e lutou pela direito das mulheres de estudarem, o Talibã não poderia acabar com seu sonho de que a educação atingisse a todos. 


 Ziauddin também é apaixonado pela educação e dirige sua própria escola, que fundou depois de muito sacrifício e espera, algo que parecia quase impossível, porém no fim concretizou-se, graças a sua persistência. Luta não somente pela educação, mas abrange outras causas sociais e é conhecido como um grande palestrante, muitos adoram ouvi-lo, inclusive Malala. Esta como o pai também é uma ótima oradora e tem facilidade em falar com o público, o que possibilitou a disseminação de suas ideias e reivindicações. 


Mas o Talibã não a considerava uma boa muçulmana devido seus ideias e tanto ela como seu pai já haviam recebido ameaças, entretanto o Talibã nunca tinha atacado uma menina, então ela pensava que o alvo poderia ser seu pai, mas em momento algum eles deixaram-se vencer pelo medo e calaram-se; a coragem e a vontade deles venceram o medo e continuam vencendo. 

Porém no dia 9 de outubro de 2012 ela foi atingida pelo Talibã, por um tiro à queima-roupa. O que poderia acabar em morte, resultou na disseminação mundial de quem era Malala e qual era sua luta. 
O Talibã acabou realizando o que não queria, tornou os ideias dessa garota conhecidos pela mundo, em vez de silencia-la por completo sua voz eternizou-se entre as pessoas do mundo e ela está ainda mais forte. E hoje sabemos quem é Malala e é essa história que o livro quer nos passar. 


Hoje eu admiro mais ainda essa garota corajosa, positiva, determinada, focada e destemida, que não se deixou se calar pelo medo. Com a sua história ela nos impulsiona a sairmos da nossa comodidade e fazermos a diferença, uma menina que tem muito para mostrar ao mundo. Apesar de seu desejo de simplicidade é uma pessoa bastante influente na nossa sociedade.

Que ela possa continuar seus projetos e sua campanha por meio do Fundo Malala e que as mulheres do Paquistão possam ter seus direitos. 

Bem, eu teria muito o que escrever sobre era pequena grande jovem, mas com o livro vocês poderão ter acesso a essa história contada pela própria Malala com o auxílio da jornalista Christina Lamb.

Curtam a página do blogger no face para verem mais atualizações, aqui. 

Vou deixar aqui um vídeo em que a Angelina Jolie relata sobre a Malala:


                                        

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Amizade, saudades...


    



Pode ser que um dia deixemos de nos falar...

Mas, enquanto houver amizade,

 Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...

Mas, se a amizade permanecer,

Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...

Mas, se formos amigos de verdade,

A amizade nos reaproximará.

 Pode ser que um dia não mais existamos...

Mas, se ainda sobrar amizade,

Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...

Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,

Cada vez de forma diferente.

Sendo único e inesquecível cada momento

Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

 Há duas formas para viver a sua vida:

Uma é acreditar que não existe milagre.

A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

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