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sábado, 24 de novembro de 2012

João da Cruz e Sousa...


Vi hoje no facebook que no dia 24 de novembro Cruz e Sousa tinha nascido, até que resolvi pesquisar quem é e fiquei encantada pela sua biografia, espero que também gostem. Adorei ver a força de vontade e perseverança que ele tinha em vida.

Cruz e Sousa nasceu em 24 de novembro de 1861, foi o autor responsável pelo marco inicial do Simbolismo no Brasil.

Era filho de ex-escravos e ficou sob a proteção dos antigos proprietários de seus pais, após receberem alforria. Recebeu uma educação exemplar no Liceu Provincial de Santa Catarina. Além disso, o sobrenome Sousa é advindo do ex-patrão o que demonstra o afeto do mesmo para com os pais do futuro autor.

 Cruz e Sousa teve que enfrentar o preconceito racial que era muito mais evidente na época do que é hoje em dia. No entanto, isso não foi pretexto para desmotivá-lo, uma vez que é conhecido como o mais importante escritor do Simbolismo.Foi diretor do jornal abolicionista Tribuna Popular em 1881. Foi nomeado promotor público de Laguna (SC), no entanto, foi recusado logo em seguida por ser negro.


Cruz e Sousa faleceu aos 36 anos, em 19 de março de 1898, vítima do agravamento no quadro de tuberculose.

O simbolismo foi um movimento que se desenvolveu nas artes plásticas, teatro e literatura. Surgiu na França, no final do século XIX, em oposição ao Naturalismo e ao Realismo.
No Brasil, o simbolismo teve início no ano de 1893, com a publicação de duas obras de Cruz e Souza: Missal (prosa) e Broquéis (poesia). O movimento simbolista na literatura brasileira teve força até o movimento modernista do começo da década de 1920. 

Fontes : Brasil Escola / Sua pesquisa.com


Bienal Internacional do Livro no Ceará...



Depois de um tempinho sem publicar no blogger devido a minha correria na escola hoje vou voltar a postar e  começar falando da Bienal do Livro que aconteceu aqui no Ceará. 
Aconteceu do dia 8 até 18 de novembro no Centro de Eventos do Ceará,  fui no penúltimo dia com uma amiga e vou falar um pouco  sobre a bienal. Esse ano a Bienal teve como tema ''Padaria Espiritual -  O Pão de Espírito para o Mundo'' e celebrou os 90 anos da Semana de Arte Moderna. 

Encontrei no site da Bienal do Livro toda a história da origem da Padaria Espiritual: 
A Padaria Espiritual se originou do espírito revolucionário de um grupo de jovens que se reuniu em forma de sociedade para, através das letras, protestar contra a burguesia, o clero e tudo que fosse tradicional, como consta de seu programa...
Quem quiser ler o  resto é só clicar aqui na página que conta toda a história desse grupo de jovens.


A Secretaria da Educação (Seduc) organizou e levou cerca de  30 mil alunos e profissionais da educação da rede estadual na Bienal. Além do transporte para todos, o Governo do Estado, por meio da Seduc, deu hospedagem para quem vem de municípios mais distantes. Fiquei super alegre com essa iniciativa do governo de estimular a leitura para os alunos, li em algum site (o qual não me recordo) que de seis anos para cima as crianças da rede pública tanto da capital como do interior foram levadas para a Bienal em projetos de visitação escolar.




Uma das presenças que marcaram a bienal foi a Thalita Rebouças, escritora teen, com 12 anos de carreira, mais de um milhão de exemplares vendidos e 13 livros escritos destinados ao público juvenil. Ela apareceu na tarde do dia 15 (quinta), conversou sobre seus livros e teve uma conversa bastante afetuosa com o público. O carinho de Thalita com os fãs ficou evidente de diversas formas. A escritora reconheceu vários pelo nome e por meio dos perfis mantidos no Twitter. E o público também parece adorar a autora, pois a fila para autógrafos e entrega de presentes durou mais de cinco horas! :O


Agora vou falar como foi a bienal para mim e o que fiz lá...

Bem, fui com minha mãe e a Thana cedinho pra bienal e ainda demorei bastante e realmente não deu tempo para aproveitar tudo, não entrei em cada um dos estandes, não fiquei pra ver nenhuma apresentação. Fui no penúltimo dia e acho que por isso estava tão cheio, agora fico imaginando como não foi o último dia então.
X bienal do livro


Apesar das varias opções de livros não encontrei vários livros que estava procurando e tenho que comentar também que os preços não estavam tão bons, eram preços normais ou até mais caros. Tenho que admitir que haviam vários de 10 e 15 reais (nessa faixa de preço), porém nenhuma fazia o meu estilo de livro. 
Depois de andar muito acabei encontrando um livro que estava super afim e aproveitei pra comprar. Comprei o livro Belle. E minha amiga  comprou o Estudante III e o Paixão Índia. 
Mas com certeza tinha gosto para todos, romances, clássicos, didáticos e etc...Realmente adorei dar uma passadinha lá.

Vou terminar o post aqui com essa foto minha lá, metida a intelectual - lendo o livro da minha amiga o Paixão Índia. Rs


Espero que tenham gostado do post!! Bjos


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Quem decide por mim?

Hoje na aula de filosofia  li esse pequeno texto e decidi que colocaria aqui.
Espero que gostem e aprendam algo com ele...


Um colunista conta uma estória em que acompanhava um amigo à uma banca  de  jornais.

 "O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno  recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo
do colunista sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro.

Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
" - Ele sempre te trata com tanta grosseria? "
" - Sim, infelizmente foi sempre assim..."
" - E você é sempre tão polido e amigável com ele?
" - Sim, procuro ser."
" - Por que você é tão educado, já que ele é tão  inamistoso
com você? " " - Por que não quero que ele decida como
eu devo agir."

 Moral da estória: a pessoa inteira é seu próprio dono  e não deve curvar-se diante do vento que sopra. Ela  Não está à mercê do mau humor, da impaciência e da raiva dos outros.
Não são os ambientes que a transformam, mas ela que transforma os ambientes."

Equilíbro – Marcos Carvalho
O que é pensar bem, senão  vigiar nossos  
pensamentos? 

De que vale sermos evoluídos se não  
controlarmos nossos  instintos animais?  

Porque não  
pensarmos alguns segundos antes de reagirmos  a 
alguma agressão?

Como podermos ser felizes e 
serenos ao ter a mente agitada a todo momento por  
questões  pequenas? 

Porque não nos perguntarmos, 
quando algo  desagradável  acontecer, se este terá 

alguma importância daqui alguns anos?



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Janet do pescoço torcido - Robert Louis Stevenson

Hoje eu ia falar de um conto que li no livro que a escola passou, mas não sei se eu iria conseguir passar as informações desse conto pra vocês. Então copiei de um texto da net mesmo... Aí está bem completo, com certeza saiu melhor do que se eu fosse escrever. 

A história inicia-se quando o Rev. Soulis já era velho justificando o fato deste ter uma aparência triste, bastante severo nos seus julgamentos, apavorava inclusive as crianças da região quando falava. Vivia sozinho, sem companhia humana, num lugar apavorante, no meio de densas florestas, perto do rio Dule onde localizava-se a paróquia da aldeia de Balweary. O Rev. Soulis gostava de ficar até tarde escrevendo. Desde muito jovem quando chegou à aldeia de Balweary conta a história de uma senhora chamada Janet que tinha um comportamento incomum para àquela época, pois levava uma vida livre e inclusive teve um filho solteira com um soldado da aldeia. Por esse motivo não era bem vista pela comunidade, inclusive todos a viam como uma bruxa, feiticeira, endemoniada, características essas que nos remetiam, sem dúvida, a tipos humanos bastantes comuns em cidades pequenas. Pessoas que sem explicação se enlouqueciam e tinham, com isso, um comportamento fora dos padrões impostos pela sociedade. Janet nos faz lembrar dos tempos da Idade Média, quando o homem ignorante, levado pelos preceitos da igreja, com seus dogmas e doutrinas inquestionáveis, julgavam as mulheres ditas “prostitutas”, ou mesmo, aquelas que se entregavam facilmente aos homens sem antes terem se casado, eram consideradas “bruxas” e queimadas na fogueira da Inquisição, vítimas de julgamentos cruéis e mortas injustamente por aqueles que se consideravam superiores. O Rev. Soulis era jovem, sem muita experiência. Resolveu convidar Janet para trabalhar na paróquia, com afazeres domésticos. Os mais velhos da aldeia não aprovaram esta atitude e se enfureceram contra ela e contra o pastor. Ela, uma senhora muito calada e centrada na sua obrigação não manifestava nenhuma atitude de ira ou mesmo raiva dessa desaprovação ao novo emprego, mas, porém, às vezes, falava e gritava tanto que chegava a ensurdecer as pessoas que estavam perto.

E ela respondia e se defendia ofensivamente a toda palavra proferida pelos seus julgadores. Num dia desses resolveram pegar Janet de sobressalto, retiraram-lhe as roupas e a arrastaram até as margens do rio Dule pois queriam saber se ela era realmente uma bruxa, que se o fosse flutuaria nas águas e não afundaria. Salva pelo Reverendo quando o mesmo ouvindo em alto e bom tom que Janet era uma bruxa e revelando a todos sobre o filho que teve com o soldado e todas as feitiçarias praticadas por ela, ordenou que parassem e trouxe Janet para a casa da paróquia, quando já se encontrava com o pescoço torcido, sendo considerado pelo Reverendo como tendo sido um susto pelo qual passou, por isso o motivo do pescoço ter ficado torto. O Rev. Soulis sempre defendia Janet de xingamentos por parte das crianças e não acreditava que a mesma tinha parte com o demônio. O tempo passou e tudo corria bem. Perto da Paróquia havia um pedaço de terra cercado com grade de ferro, que antes, diziam os mais velhos, era um cemitério. Localiza-se esse terreno na Colina Negra. O Rev. Soulis gostava de ficar ali meditando e tomando um ar fresco, nos dias quentes de julho, quando o verão era intenso e ninguém agüentava ficar em casa. Um dia desses teve uma visão. Ficou atordoado, pois se tratava de um negro que salta e pulava perto do cemitério e o Rev. perguntou quem ele era e o mesmo saltou as águas do Dule em direção à paróquia. Quando o Reverendo lá chegou foi ao quarto de Janet e sentiu o mesmo arrepio que sentira quando vira o negro no cemitério. Foi dormir e não conseguiu devido a agitação daquele dia. De repente ouviu passos e barulhos de socos e pontapés, quando foi até lá viu Janet morta e pendura por um pequeno prego e um único fio de algodão. Rev. Soulis não deixou de pensar que a visão do negro e a história ouvida sobre Janet que a velha já estava morta há muito tempo envolta no espírito daquele negro, seria verdadeira. Depois de tudo isso o Rev. Soulis adoeceu e nunca mais foi a mesma pessoa, tornou-se triste e solitário para sempre.


Fonte: http://pt.shvoong.com/books/1735561-conto-janet-pesco%C3%A7o-torcido/#ixzz2BfLIPPu0

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Já tomou chuva hoje??

Gente, olá! 

Bem, hoje vou postar um conto integral aqui no site para vocês refletirem nesse feriadão que está vindo. Minha professora passou ele em sala e espero que também gostem, eu A-d-o-r-e-i...O conto é de Ignacio de Loyola Brandão



Ignacio de Loyola Brandão
Ignacio de Loyola Brandão no Dia Nacional da Leitura, evento realizado na Biblioteca de São Paulo, em outubro de 2011, em parceria com o Instituto Ecofuturo (foto: Equipe BSP)

Homem feliz na chuva:

 Voltava para casa, quando caiu a chuva das quatro da tarde. Violenta, tinha até granizo. Em volta, as pessoas corriam para se abrigar. Meu primeiro impulso foi correr também. Súbito, me contive. Para que correr? Estava a caminho de casa, não tinha compromisso, nada marcado, meus horários são determinados pelas minhas conveniências. Desde que abandonando patrões, empregos fixos, optei por tentar viver só de livros e algumas colaborações eventuais para a imprensa. Não me preocupo mais se é sábado, domingo, segunda. Pouco importa se a terça-feira vai ser feriado, portanto posso fazer uma ponte na segunda, ganhando um fim de semana mais comprido. Vou tomar chuva, decidi.
Continuei, debaixo da tempestade. Em um minuto, a camiseta molhada, calças ensopadas, bolsos cheios de água. Não estava de sapato e sim com uma sandália havaiana, muito brega. Andei devagar, deixando-me molhar mais e mais, até que não havia milímetro de meu corpo que não estivesse tomado pelas águas. Elas escorriam da cabeça, ombros, braços. Frias, estimulantes. Quatro e meia da tarde, pleno dia da semana e eu na chuva. Esta sensação só as crianças sabem o que é, os adultos perderam.
Pensando em criança, tomei outra resolução. Me meti na enxurrada que descia grossa pela rua Haddock Lobo. A esta altura, as primeiras águas tinham arrastado a sujeira, de modo que a enxurrada era límpida. Fui descendo, feliz da vida. Então, o carro esporte, importado, parou ao meu lado. O motorista abriu o vidro:
- Você é o Loyola, não é?
- Sou, respondi, contente por ter sido reconhecido até na chuva.
- Sobe aqui, te levo. Senão, vai ficar todo molhado.
- Já estou.
- Bem, sobe, não fica tomando essa chuva.
- Vou molhar todo seu carro.
- Não faz mal, o carro a gente enxuga. Sobe, que isso vai te fazer mal!
Sujeito bom, querendo praticar uma boa ação. Mas falava como os pais e mães da gente, na infância. Não faça isto, não faça aquilo. Tudo fazia mal: andar na chuva, tomar leite com manga, comer banana e laranja, olhar no espelho depois do almoço, tomar banho e sair na rua (entortava a boca), comer pepino e ir dormir. O motorista simpático era um homem de seus 30 anos, bem-vestido, gravata. O paletó dobrado com cuidado sobre o banco.
- Não vou entrar não!
- Entra, não pode ficar na chuva.
Engraçado o condicionamento em que a gente vive. Não pode tomar chuva. Nem querendo.
- Não quero entrar, entende? É uma decisão.
- Prefere ficar molhado?
- Prefiro.
- Molhado do jeito que está, não te incomoda?
- Nem um pouco, está uma delícia. Já tomou chuva assim, de tarde?
- Nunca.
- Nem uma vez?
- Não sou louco!
- Nunca teve vontade?
- Bem, acho que tive.
- Venha experimentar. Olha, a água correndo, fazendo cócegas nos pés, acariciando as pernas. Estou quentinho por dentro. Parece que estou flutuando.
- Deve ser bom.
- Bom? É ótimo.
- Sua cara é feliz, você está mesmo contente por estar aí. É, acho que tem razão! Se molhar numa chuvarada destas. Até que seria um programa.
- É a liberdade, meu caro!
- Seria engraçado chegar pingando feito um pinto no escritório. Iam ficar assustados, me internar.
- Então, por que não vem?
- Não posso.
- Claro que pode. Encosta o carro, abra a porta e tome chuva.
- Não é fácil assim.
- Não é difícil. O que te segura?
- Já imaginou? Não dá. Posso querer, estou querendo, mas é impossível.
- Depende de você.
- Dependo de muita coisa.
- Venha. Não quer vir?
- Quero, mas não posso.
- Falta coragem?
- Tenho coragem, o problema é outro.
- Qual é?
- Preciso voltar ao escritório, tenho uma reunião às cinco. Um mundo de gente depende de mim.
- Chega molhado.
- E perco clientes?
- Os clientes valem menos que uma chuva.
- Mas um dia, tomo chuva.
E se foi. Seco e infeliz. Tenho certeza que naquela tarde, um homem levemente inquieto, amargurado, presidiu uma importante reunião. Pensando talvez que seria melhor estar na chuva, os pés metidos na enxurrada, encharcando os mocassins italianos superengraxados. Quanto a mim, continuei pela chuva afora, livre e independente. Porque hoje em dia sou isso. Um homem em disponibilidade, sem empregos, sem alugar minha cabeça, dono do meu tempo, minhas decisões. E isto me custou apenas um ato de coragem. Me custou pouco, na verdade. Bastou dizer não a tudo que é estabelecido. 
Texto extraído da obra Crônicas para ler na escola

sábado, 27 de outubro de 2012

Conto Markheim - Robert Louis Stevenson



É um conto de Robert Louis, ator do livro Médico e Monstro, assim como essa obra Markheim também fala de crimes, bem, mal. Características desse autor.

O conto começa quando um comerciante está para fechar sua loja, porém chega um antigo cliente chamado Markheim. O comerciante fica aborrecido pelo fato de o cliente chegar já quando a loja ia ser fechada e principalmente por ser uma noite de Natal. Markheim diz que precisa da ajuda dele, pois vai a uma jantar de noivado na noite de Natal e havia esquecido de procurar algo para a noiva no dia anterior. Mesmo contra vontade o simples comerciante decide ajudar, mostrando um espelho de uma bela coleção. 
Porém Markheim não se agrada com o que lhe é mostrado e pede para ver outra coisa e enquanto o negociante se abaixa para procurar algo diferente para oferecer Markheim o ataca com um punhal e acaba matando o homem, que fica estirado no chão de sua casa. 

Após matar o homem, ele fica desesperado e com medo de que a vizinhança tenha escutado algum barulho e esteja desconfiando  que algo tenha ocorrido. Porém, mesmo com medo e desconfiado ele decide que antes de abandonar a casa tem que procurar o local onde fica o dinheiro do negociante.Então, vai até o andar de cima da casa dele e procura as chaves do cofre. 
Quando ele chega no andar de cima, escuta alguém próximo que abre a porta do aposento onde ele se encontra, mas rapidamente sai. Mas como Mackheim deu um grito de espanto e medo o jovem que a pouco estava lá retorna, fazendo com que o assassino pense sobre os seus atos, não só no assassinato, entretanto em tudo que ele transformou sua vida. 

Markheim era um homem que durante sua vida tinha se entregado as suas fraquezas e comete pequenos crimes, até se tornar este assassinato, porém , ele sente aversão  ao mal e deseja mudar, mas nunca teve forças para conseguir. Então, depois de muita reflexão ele se sente perdoado por Deus e decide mudar, e resolve se entregar a justiça dos homens, quando um tempo depois do ocorrido a empregada do comerciante bate na porta e ele abre, se entrega e diz sorridente : 
- É melhor que chame a polícia. Matei seu patrão.

Eu que fiz essa breve resumo, espero que esteja bom o suficiente pra ser compreendido.
Espero também que tenham gostado...Até a próxima!!!


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Quando... - Pablo Neruda

Não tive tempo de acabar nenhum livro. Não tenho muito o que  falar... decidi postar um poema que gostei e que estava no meu simulado do ENEM. É do Pablo Neruda. Espero que vocês também gostem, porque eu adorei esse poema... <3



Quando eu morrer quero tuas mãos em meus olhos;
quero a luz e o trigo de tuas mãos amadas
passar uma vez mais sobre mim seu viço:
sentir a suavidade que mudou meu destino.

Quero que vivas enquanto eu, adormecido, te espero,
quero que teus ouvidos sigam ouvindo o vento,
que cheires o amor do mar que amamos juntos
e que sigas pisando a areia que pisamos.

Quero que o que amo continue vivo
e a ti amei e cantei sobre todas as coisas
por isso segue tu florescendo, florida.

Para que alcances tudo o que meu amor te ordena,
para que passeie minha sombra por teu pêlo,
para que assim conheçam a razão do meu canto.

 Neruda, Pablo 1904 – 1973
Cem sonetos de amor

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Amizade Improvável....

Sinopse:

Tarsila é uma menina que morava na Suíça e que veio morar no Brasil. Seu pai é um político corrupto, seu avô era um rigoroso ditador que expulsou o pai de Fábio do Brasil. 

Fábio é um garoto inteligente e estudioso que é neto e filho de cineastas, a famosa família Strong. 
Tarsila o encontra, quando, saindo de sua casa o atropelou com seu skate, nessa bagunça eles avistaram Josicleide, ou Tatu.

Tatu é filha de um casal de pessoas simples, tem dois irmãos, o Nelore e a Xuxu. Ela trabalha na rua  para ajudar os pais.
Quando os três se encontram pra conversar resulta uma amizade improvável mesmo!
Nisso eles foram ficando amigos.
Um dia quando a tatu foi pra casa da Tarsila eles construíram uma coisa que chamam de QG (quartel general) e o TFT (Tarsila,Fábio e Tatu).

Um dia, Fábio chega na casa de Tarsila com uma suspeita terrível: a Tatu não era filha de seus pais. Mas veja isso: ela não tem a mesma cor dos pais, nem nada parecido. Ela desconfiou e decidiu investigar. Deram um vestido amarelo para a assistente da mãe. Assim a Daiane(assistente da mãe de Tarsila) foi até a casa da Tatu e descobriu:ela nasceu dia 9 de novembro de 1998 na maternidade Menino Deus. Eles contaram tudo para a Tatu e os três foram à maternidade. Falaram com a irmã aparecida que não achou nenhum registro de roubo de bebê. Eles pesquisaram e foram no outro dia, porém a irmã não estava e que eles iam esperar ela chegar.

Chegaram no outro dia, conseguiram a informação que a mãe de Tatu se chamava LV:Laís Valadares. Eles não conseguiram encontrar a mãe dela.
Mas um dia vendo os testes na casa de Fábio para o novo filme de seu pai a última candidata se chamava logo Laís Valadares, assim eles conseguiram descobrir a mãe de Tatu. 
Prenderam o pai traficante que fazia parte de uma quadrilha. Assim a tatu conseguiu um lugar para morar e ser amada, assim também que surgiu uma AMIZADE IMPROVÁVEL.

Meus comentários:

Estava procurando uma sinopse já achei essa completa pra vocês, acho que não preciso dizer mais nada, néh?! Só quero acrescentar que a história é boa, é interessante e bastante bonita. Mas por ser um livro voltado mais para o infantil, eu já não me interesso tanto como antes. Não gosto mais tanto desse tipo de leitura, mas com certeza pra quem gosta a história é envolvente e você fica desejando saber se os três amigos vão terminar juntou ou não... 


Bjos!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Frases de livros


"Sempre se deve ter cuidado com livros - disse Tessa -, e com o que está dentro deles, pois as palavras têm o poder de nos transformar".
Anjo Mecânico- Cassandra Clare

"Uma pessoa não pode pertencer à outra. No melhor dos casos, é uma ilusão. No pior, é escravidão."
Boas Vibrações- Lisa Kleypas

"Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer: como lidar com as dores que não passam com um beijo." 
Soul Love - Linda Waterhouse

"Sempre existe no mundo uma pessoa que espera a outra, seja no meio do deserto, seja no meio das  grandes cidades. e quando estas pessoas se cruzam, e seus olhos se encontram, todo o passado e todo o futuro perdem qualquer importância, e só existe aquele momento."
O Alquimista - Paulo Coelho


"A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho se relaciona mais com a opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade, com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós".
Orgulho e Preconceito- Jane Austen



" O amor pode dar as pessoas o poder de despedaçar você"
Lua nova - Stephenie Meyer


"Se tudo o mais perecesse e ele ficasse, eu continuaria, mesmo assim, a existir; e, se tudo o mais ficasse e ele fosse aniquilado, o universo tornar-se-ia para mim numa vastidão desconhecida, a que eu não teria a sensação de pertencer."
O Morro dos Ventos Uivantes


"Quando alguém encontra seu caminho, precisa ter coragem suficiente para dar passos errados. As decepções, as derrotas, o desânimo são ferramentas que Deus utiliza para mostrar a estrada."
Brida - Paulo Coelho 

"Nada é mais enganoso do que a aparência de humildade. Frequentemente, é apenas descuido de julgamento, e as vezes, uma ostentação indireta."
Orgulho e Preconceito- Jane Austen










segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Livro Ana e Pedro - Cartas


Sinopse:

Ana mora em São Paulo, gosta de ler, de ir ao cinema e de estar à beira-mar. Pedro é de Belo Horizonte, gosta de futebol, escreve poesias e ama as montanhas.Durante um ano eles trocam cartas. E também livros, poesias, ternura. A relação desses dois adolescentes vai se estreitando e a vontade de se conhecerem pessoalmente cresce. Como será o encontro de Ana e Pedro?
Durante um ano, Ana e Pedro trocaram cartas sem ao menos se conhecerem.  Durante um ano, trocaram "cartas verdadeiras, (...) construindo (...) uma bonita história da descoberta do amor e da ternura. Da descoberta do outro.

Meus comentários:

Tinha lido esse livro na 7° série e um dia desse andei vasculhando os meus livros e reencontrei ele, deu-me uma saudade tão grande que resolvi ler novamente!
A história é contada somente em cartas. Eles nunca se conheceram, mas compartilham cada momento vivido um para o outro através de cartas. Até que com tanto convívio os dois se apaixonam. Eles se envolvem cada vez mais e essa relação passa a ser muito mais do que cartas. 
É uma linguagem bem simples, pois é um livro para o fundamental, mas não deixa de ser uma ótima história.

Espero que gostem do livro. Beijos!!


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O homem que espalhou o deserto...

Hoje, estudamos esse texto na aula de literatura. Como gostei bastante dele, resolvi colocar aqui para que vocês também possam apreciar essa leitura...


 Quando menino, costumava apanhar a tesoura da mãe e ia para o quintal, cortando folhas das árvores. Havia mangueiras, abacateiros, ameixeiras, pessegueiros e até mesmo jabuticabeiras. Um quintal enorme, que parecia uma chácara e onde o menino passava o dia cortando folhas. A mãe gostava, assim ele não ia para a rua, não andava em más companhias. E sempre que o menino apanhava seu caminhão de madeira (naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente) e cruzava o portão, a mãe corria com a tesoura: tome filhinho, venha brincar com as suas folhas. Ele voltava e cortava. As árvores levavam vantagem, porque eram imensas e o menino pequeno. O seu trabalho rendia pouco, apesar do dia-a-dia constante, de manhã à noite.
                                Mas o menino cresceu, ganhou tesouras maiores. Parecia determinado, à medida que o tempo passava, a acabar com as folhas todas. Dominado por uma estranha impulsão, ele não queria ir à escola, não queria ir ao cinema, não tinha namoradas ou amigos. Apenas tesouras, das mais diversas qualidades e tipos. Dormia com elas no quarto. À noite, com uma pedra de amolar, afiava bem os cortes, preparando-as para as tarefas do dia seguinte. Às vezes, deixava aberta a janela, para que o luar brilhasse nas tesouras polidas.
                                A mãe, muito contente, apesar do filho detestar a escola e ir mal nas letras. Todavia, era um menino comportado, não saía de casa, não andava em más companhias, não se embriagava aos sábados como os outros meninos do quarteirão, não freqüentava ruas suspeitas onde mulheres pintadas exageradamente se postavam às janelas, chamando os incautos. Seu único prazer eram as tesouras e o corte das folhas.
                                Só que, agora, ele era maior e as árvores começaram a perder. Ele demorou apenas uma semana para limpar a jabuticabeira. Quinze dias para a mangueira menor e vinte e cinco para a maior. Quarenta dias para o abacateiro que era imenso, tinha mais de cinqüenta anos. E seis meses depois, quando concluiu, já a jabuticabeira tinha novas folhas e ele precisou recomeçar.
                                Certa noite, regressando do quintal agora silencioso, porque o desbastamento das árvores tinha afugentado os pássaros e destruído ninhos, ele concluiu que de nada adiantaria podar as folhas. Elas se recomporiam sempre. É uma capacidade da natureza, morrer e reviver. Como o seu cérebro era diminuto, ele demorou meses para encontrar a solução: um machado.
                                Numa terça-feira, bem cedo, que não era de perder tempo, começou a derrubada do abacateiro. Levou dez dias, porque não estava acostumado a manejar machados, as mãos calejaram, sangraram. Adquirida a prática, limpou o quintal e descansou aliviado.
                                Mas insatisfeito, porque agora passava os dias a olhar aquela desolação, ele saiu de machado em punho, para os arredores da cidade. Onde encontrava árvore, capões, matos, atacava, limpava, deixava os montes de lenha arrumadinhos para quem quisesse se servir. Os donos dos terrenos não se importavam, estavam em via de vendê-los para fábricas ou imobiliárias e precisavam de tudo limpo mesmo.
                                E o homem do machado descobriu que podia ganhar a vida com o seu instrumento. Onde quer que precisassem derrubar árvores, ele era chamado. Não parava. Contratou uma secretária para organizar uma agenda. Depois, auxiliares. Montou uma companhia, construiu edifícios para guardar machados, abrigar seus operários devastadores. Importou tratores e máquinas especializadas do estrangeiro. Mandou assistentes fazerem cursos nos Estados Unidos e Europa. Eles voltaram peritos de primeira linha. E trabalhavam, derrubavam. Foram do sul ao norte, não deixando nada em pé. Onde quer que houvesse uma folha verde, lá estava uma tesoura, um machado, um aparelho eletrônico para arrasar.
                                E enquanto ele ficava milionário, o país se transformava num deserto, terra calcinada. E então, o governo, para remediar, mandou buscar em Israel técnicos especializados em tornar férteis as terras do deserto. E os homens mandaram plantar árvores. E enquanto as árvores eram plantadas, o homem do machado ensinava ao filho a sua profissão.



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Romeu e Julieta - William Shakespeare



Vim hoje falar da história de uns dos jovens mais conhecidos  da literatura. Romeu e Julieta. Bem, acho que todo mundo já ouviu falar dessa história, neh?! Mesmo aquelas que não gostam muito de ler já ouviram falar ou viram em filmes ou peças.

Eu simplesmente amo essa história, já notei que sempre gosto desses  romances proibidos e que tem o impedimento da família ou outras coisas, talvez seja porque aí sim eu fico torcendo ainda mais para que dê tudo certo. Mesmo com o fim trágico, a morte dos dois, eu ainda sim amo esse livro.

Porque os dois foram capazes de tirarem a própria vida, para não viverem com ela, mas sem o grande amor um do outro...acharam melhor morrer que viverem um sem o outro.
No final vemos que a morte do casal conseguiu reconciliar as duas famílias inimigas.

Gosto mesmo, mesmo, mesmo,  porque eles conseguiram romper essa barreira e continuarem ''juntos'' mesmo sem a aprovação das pessoas.




Pedi para minha amiga  comentar o que ela achou para eu colocar aqui no blogger para vocês: ''Bem, eu particularmente ameiiii esse livro, é o romance mais lindo que já existiu. Porque fala no mesmo livro de amor e ódio; a morte do jovem casal faz com que as famílias se reconciliem, torando também uma história de perdão'' - Maria Helena Pitombeira


Sinopse: 


Em Verona, na Itália, por volta de 1600, a rivalidade entre os Montecchios e os Capuletos acentua-se e os conflitos estendem-se a parentes e criados, apesar do apelo do príncipe pela paz.Num baile de máscaras na casa dos Capuletos, Romeu Montecchio conhece Julieta Capuleto.A paixão é mútua e instantânea.Ao descobrir que pertencem a familias inimigas, os dois se desesperam.Resolvem casar-se secretamente, com a cumplicidade de frei Lourenço.No entanto, o destino desse amor seria trágico.



Isso tudo prova  que Romeu e Julieta é considerado um clássico e uma das grandes obras de Shakespeare;  e já teve adaptações em filmes, como:



É o filme Romeu + Julieta com o Leonardo.
A história teve também várias adaptações para o teatro, como essa apresentada em Londres pelo  Royal Ballet ....


E existe ainda o livro Romeu e Julieta de Matteo Bandello :  Anterior à versão teatral de Shakespeare, o Romeu e Julieta de Matteo Bandello já colocava perguntas cruciais, envolvidas no sacrifício dos jovens "amantes de Verona": deve o amor submeter-se às regras de incompreensão, da intolerância, do rancor desmedidos? Devem os jovens apaixonados sufocar seus sonhos de felicidade em nome de princípios, leis, padrões cujas bases são a mesquinhez, o ódio, a violência? Sempre atual, a história de Romeu e Julieta propõe instigantes questões a jovens de tempos problemáticos como os nossos.  E é isso que é relatado no livro de Matteo Bandello em uma obra bem pequena, mas também interressante!

Vou deixar aqui  um link para quem tiver interessado em baixar o Romeu e Julieta de Shakespeare para ler...Espero que tenham gostado e até mais =D

terça-feira, 4 de setembro de 2012

E agora, mãe? - Isabel Vieira


Minha mãe ganhou esse livro  quando tinha mais ou menos minha idade, sempre via ele aqui em casa, mas nunca tinha lido e nem mesmo tive vontade de ler. Porém ano passado eu estava meio  sem livros para ler e decidi conhecer a história de Jana e adorei o livro. É uma ótima lição...
Achei duas sinopses dele e resolvi colocar as duas aqui no blogger:

Sinopse: 

Jana tinha uma vida perfeita: um futuro na dança, um namorado carinhoso e uma festa de debutante sendo preparada. Mas a vida não pode ser simples assim, pode?
Um imprevisto no namoro, uma gravidez. Jana terá que enfrentar o preconceito na cidade e abandonar a vida boa que tinha. Com uma vida de mulher aos 15 anos, Jana terá de construir um futuro com suas novas possibilidades.

É um livro que conta a história de Jana, uma jovem de 14 anos que tem o sonho de ser uma grande bailarina, até que um imprevisto muda todo o seu destino. Ela engravida, o pai da criança vai para os Estados Unidos e some. E toda a sua vida muda por causa dessa nova criança que está a caminho. Ela começa a ver o seu corpo e seu temperamento mudar.Vê a pequena cidade onde sempre viveu torcer o nariz para ela. Seus pais... E o seu maior sonho... Indo por água abaixo.

Meus comentários:

 A autora conseguiu mostrar todos os momentos que ela passou, desde o início da  gravidez e seus problemas, depois que a menina nasce o esforço que ela tem de fazer pra cuidar da menina e trabalhar. Relata que a menina teve que renunciar de um grande sonho seu e tantas coisas que ela gostava devido o nascimento da filha. 
Gostei principalmente disso, porque mostra todas as dificuldades que uma gravidez precoce pode trazer, ainda mais no caso de Jana que o pai não assumiu a filha e se mudou da cidade.

Esse livro é uma ótima lição para as adolescentes verem o que terão que enfrentar com um gravidez sem planejamentos.  

Informações extras:
Gente, existe a continuação da história chama '' E agora, filha?''  onde Jana passa por problemas com a  adolescência da filha, Gabi. 

Aqui está a página da autora e o link em que ela responde algumas perguntas sobre o livro:




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